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Conteúdo Paulo Cappelli

Advogado de Trump reage a decisão do STJ sobre Moraes

Martin de Luca, advogado do Rumble e da Trump Media, criticou decisão a portas fechadas e argumentos do STJ com base na Convenção de Haia

Advogado que atua para a Rumble e a Trump Media, empresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Martin de Luca reagiu à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de negar o pedido da Justiça norte-americana para citar o ministro Alexandre de Moraes em ação na qual o magistrado é acusado de censurar pessoas residentes nos EUA.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil teria bloqueado um pedido de um tribunal federal dos EUA para citar o juiz Alexandre de Moraes no caso Rumble por meio da Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial,

disse De Luca, por meio de suas redes sociais.

 

 

Ainda mais extraordinário é que a decisão foi tomada em um procedimento sigiloso e a portas fechadas, criticou.

 

Pedido de intimação
Na Justiça da Flórida, o Rumble e a empresa de Trump acusam Moraes de determinar ilegalmente o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos EUA, em plataformas também sediadas no país.

A carta-rogatória solicitando a intimação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi enviada em agosto ao STJ, órgão responsável por decidir sobre pedidos judiciais estrangeiros.

A Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial existe para que tribunais de um país possam notificar formalmente réus em outro país sobre processos judiciais.

Ela se destina a ser um ato rotineiro de cooperação judicial — não uma decisão política, afirmou De Luca.

 

Usar um procedimento secreto para impedir que Moraes sequer receba notificação de um processo levanta sérias questões sobre transparência e o Estado de Direito.

E isso não interrompe o caso.

O processo nos Estados Unidos continua.

Se um juiz estrangeiro enviar ordens extraterritoriais por e-mail para censurar usuários americanos que publicam discursos lícitos em território americano usando plataformas americanas, ele deverá, em última instância, responder perante um tribunal,

sustentou o advogado do Rumble e da Trump Media.

 

A decisão do STJ seguiu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que recomendou a rejeição da carta-rogatória sob a alegação de que os protocolos internacionais de cooperação jurídica impedem o trâmite de ações que tenham como alvo magistrados de outros países pelo exercício de suas funções

 

Por Petrônio Viana

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Alexandre de Moraes, ao lado de seu padrinho Michel Temer, responsável pela aascensão de Morais Reprodução
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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