TDAH NÃO É MODA:
ENTENDA O TRANSTORNO QUE ESTÁ SENDO MAL INTERPRETADO NO BRASIL
Entre desinformação e realidade, especialistas alertam: banalizar o TDAH pode custar caro — e até comprometer vidas
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
Nos últimos anos, uma frase passou a ecoar com frequência em rodas de conversa, redes sociais e até consultórios:
todo mundo tem um pouco de TDAH.
A afirmação, embora comum, está longe da verdade — e revela um cenário preocupante de desinformação, banalização e até negligência.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não é moda, não é frescura e muito menos uma desculpa para comportamentos cotidianos.
Trata-se de um transtorno neurobiológico, com forte base genética, que acompanha o indivíduo desde o nascimento e impacta diretamente sua capacidade de atenção, controle de impulsos e organização mental.
O QUE REALMENTE É O TDAH?
O TDAH é um dos transtornos mais comuns na infância e adolescência, frequentemente exigindo acompanhamento especializado. No entanto, muitos casos persistem até a vida adulta e é aí que o problema se agrava.
Adultos com TDAH muitas vezes vivem uma sensação constante de inadequação:
começam projetos e não terminam, acumulam frustrações, mudam de carreira, abandonam cursos e sentem que “não encontraram seu lugar no mundo”, mesmo sendo altamente capazes.
OS SINAIS QUE NÃO DEVEM SER IGNORADOS
Entre os sintomas mais recorrentes estão:
- Desatenção constante
- Impulsividade e hiperatividade
- Dificuldade de aprendizado e relacionamento
- Esquecimentos frequentes
- Inquietação intensa
- Troca constante de atividades (sem concluir tarefas)
- Dificuldade em seguir regras e limites
- Problemas profissionais e pessoais na vida adulta
Além disso, muitos são rotulados de forma injusta como “distraídos”, “aéreos”, “preguiçosos” ou até “egoístas”, quando na verdade enfrentam um transtorno real e complexo.
O OUTRO LADO: UM CÉREBRO DIFERENTE E BRILHANTE
Apesar dos desafios, o TDAH também pode trazer características positivas impressionantes:
- Alta criatividade
- Pensamento rápido e inovador
- Grande empatia
- Coragem para recomeçar
- Capacidade de hiperfoco em áreas de interesse
Ou seja, não se trata apenas de limitações mas de um funcionamento cerebral diferente, que pode ser extraordinário quando compreendido e bem direcionado.
POR QUE TODO MUNDO ACHA QUE TEM TDAH?
A resposta está no estilo de vida atual. Especialistas apontam alguns fatores que contribuem para essa falsa percepção:
Excesso de estímulos:
- telas,
- redes sociais e
- informações constantes geram sintomas semelhantes ao TDAH
Autodiagnóstico perigoso: a popularização do tema leva pessoas a se rotularem sem avaliação profissional
Maior visibilidade:
- hoje o transtorno é mais reconhecido mas também mais confundido
- Uso indevido de medicamentos: estudantes e concurseiros usam remédios sem prescrição
- Uso recreativo perigoso: mistura de substâncias em ambientes sociais
O resultado?
- Um cenário onde o diagnóstico sério é confundido com comportamentos comuns do dia a dia.
DIAGNÓSTICO NÃO É ACHISMO
O diagnóstico de TDAH evoluiu e hoje é multidimensional.
Ele envolve:
- Avaliações clínicas detalhadas
- Questionários e escalas comportamentais
- Testes neuropsicológicos
- Análise do contexto familiar, social e escolar
Além disso, é comum a presença de outros transtornos associados, como:
- Ansiedade
- Depressão
- Transtorno bipolar
- Transtornos de aprendizagem
- Transtorno do espectro autista
TRATAMENTO: CAMINHO PARA QUALIDADE DE VIDA
O tratamento do TDAH é sério e deve ser conduzido por profissionais qualificados, como:
- Psicanalistas
- Psicólogos
- Psicopedagogos
- Psiquiatras
Cada caso exige uma abordagem individualizada e o acompanhamento adequado pode transformar completamente a vida do paciente.
UM ALERTA NECESSÁRIO
Momentos de distração, esquecimento ou inquietação fazem parte da vida de qualquer pessoa.
Mas no TDAH, esses sintomas são persistentes, intensos e causam prejuízos reais, inclusive aumentando riscos como acidentes de trânsito e problemas profissionais.
Por isso, o recado é direto:
👉 Não se autodiagnostique.
👉 Não se automedique.
👉 Procure ajuda especializada.
INFORMAÇÃO SALVA VIDAS
A banalização do TDAH não apenas desinforma — ela atrasa diagnósticos, impede tratamentos e prolonga o sofrimento silencioso de milhares de pessoas.
Como reforça a especialista Ana Claudia de Laet Segantine, compreender o transtorno é o primeiro passo para quebrar preconceitos e promover cuidado real.
COLABORAÇÃO E CONTATO PROFISSIONAL
Dra. Ana Claudia de Laet Segantine
Psicanalista e Mestra em Biociência
Atuação: Neurociência, TDAH, Depressão, TAG, TEPT, Dependência Química e mais
- 📱 TikTok: ANA CLAUDIA DE LAET SEGANTINE
📷 Instagram: @anaclaudiadelaetsegantine
📞 WhatsApp: (62) 98244-0724
Por Gildo Ribeiro
Editoria de Saúde – Portal 7Minutos




