26 DE AGOSTO
Dia INTERNACIONAL da IGUALDADE da MULHER
Igualdade não é colocar a mulher acima do homem. É nunca mais permitir que ela seja colocada abaixo dele.
Neste 26 de agosto, o 7Minutos presta homenagem às mulheres que atravessaram séculos transformando resistência em conquista — e lembra que a verdadeira igualdade não diminui ninguém: engrandece toda a sociedade.
Talvez uma das maneiras mais bonitas de homenagear uma mulher seja não dizer que ela é extraordinária simplesmente por ser mulher.
É reconhecer que ela tem o direito de ser extraordinária.
E também comum.
Tem o direito de vencer, de errar, de começar novamente, de liderar, de trabalhar, de estudar, de empreender, de criar seus filhos, de decidir não ter filhos, de construir uma empresa, dirigir uma instituição, comandar uma equipe, escrever um livro, pilotar um avião ou simplesmente escolher o rumo da própria vida.
Parece óbvio.
Mas a humanidade precisou de séculos para transformar parte desse óbvio em direito.
26 de agosto carrega uma história
A origem da celebração está profundamente relacionada à luta pelo sufrágio feminino.
Nos Estados Unidos, em 26 de agosto de 1920, foi certificada a 19ª Emenda à Constituição, estabelecendo que o direito de voto não poderia ser negado em razão do sexo.
Décadas depois, em 1973, a congressista Bella Abzug impulsionou a instituição do Women’s Equality Day, fazendo daquela conquista histórica também um momento de reflexão sobre tudo aquilo que ainda precisava mudar.
- E precisava.
- Ainda precisa.
- Porque uma lei pode mudar em uma tarde.
- Uma cultura pode levar gerações.
E o Brasil também escreveu sua história
Por aqui, mulheres igualmente decidiram que não aceitariam permanecer como espectadoras da vida pública brasileira.
Em 1922 foi criada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, uma das organizações fundamentais da mobilização pelos direitos políticos das mulheres.
Dez anos depois, em 1932, o novo Código Eleitoral reconheceu o direito feminino ao voto no Brasil.
- Era uma vitória gigantesca.
- Mas havia algo ainda maior acontecendo.
Quando uma mulher conquistava o direito de entrar numa urna e escolher seu representante, conquistava também simbolicamente o direito de dizer:
Minha opinião conta.
E talvez esta seja uma das frases invisíveis mais importantes da história feminina.
- Elas chegaram
- Chegaram às universidades.
- Aos hospitais.
- Aos tribunais.
- Às redações.
- Às empresas.
- À ciência.
- À política.
- Às Forças Armadas.
- Ao campo.
- À tecnologia.
- Ao esporte.
- À literatura.
- À música.
Ao comando de famílias e organizações inteiras.
E chegaram também aos lugares onde raramente aparecem nas fotografias das grandes conquistas nacionais.
São milhões de brasileiras que acordam quando ainda está escuro.
- Pegam ônibus.
- Abrem lojas.
- Preparam salas de aula.
- Atendem pacientes.
- Plantam.
- Colhem.
- Programam computadores.
- Administram negócios.
- Cuidam dos filhos.
- Cuidam dos pais.
- Pagam contas.
- Recomeçam.
E no dia seguinte fazem tudo novamente.
Talvez a história oficial ainda deva algumas páginas a essas mulheres.
- Mas igualdade não significa apagar diferenças
- Existe uma confusão que precisa desaparecer.
- Defender igualdade não significa afirmar que homens e mulheres sejam absolutamente iguais em todas as suas características.
Significa algo muito mais simples e muito mais poderoso:
- diferenças humanas jamais podem servir como justificativa para inferiorizar alguém.
Uma sociedade verdadeiramente madura não precisa diminuir o homem para valorizar a mulher.
- Não precisa transformar os sexos em adversários.
- Homens e mulheres não precisam disputar quem merece maior importância.
Precisam construir uma sociedade na qual competência seja reconhecida, dignidade seja respeitada e oportunidade não tenha sexo.
- Em 2026, a discussão avançou — mas ainda não terminou
- A própria agenda internacional mostra isso.
Na 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, realizada em março de 2026, um dos grandes temas foi garantir e fortalecer o acesso à Justiça para todas as mulheres e meninas.
O debate contemporâneo envolve também autonomia econômica, igualdade no trabalho, participação nos espaços de poder, proteção contra a violência e novas formas de agressão surgidas no ambiente digital.
Ou seja:
- a batalha mudou de endereço algumas vezes.
- Mas ainda não terminou.
- A igualdade também é inteligente
- Há ainda uma dimensão que frequentemente esquecemos.
- Promover igualdade não é apenas uma questão moral.
- É também uma questão econômica e social.
Estimativas recentes divulgadas pela ONU Mulheres apontam que reduzir desigualdades — inclusive a exclusão digital — pode produzir enormes benefícios econômicos e retirar milhões de mulheres da pobreza.
- Quando uma menina recebe educação, não ganha apenas aquela menina.
- Quando uma mulher consegue empreender, não cresce apenas aquela mulher.
- Quando uma profissional recebe oportunidade compatível com sua competência, não vence apenas aquela profissional.
- A sociedade inteira fica mais rica — economicamente, intelectualmente e humanamente.
- Hoje não homenageamos apenas as famosas
Neste 26 de agosto, nossa homenagem não pertence somente às mulheres cujos nomes aparecem nos livros.
- Ela pertence à mulher que ninguém entrevista.
- Àquela cuja fotografia nunca chegará à capa de um jornal.
- À mulher que criou os filhos praticamente sozinha.
- Àquela que abriu uma pequena empresa.
- À que voltou a estudar aos 50.
- À que começou novamente aos 60.
- À que ainda sonha aos 70.
Àquela que enfrentou um mundo dizendo “você não consegue” e respondeu simplesmente conseguindo.
- Pertence às avós que abriram caminhos.
- Às mães que alargaram esses caminhos.
E às meninas que talvez tenham a felicidade de caminhar por eles sem sequer imaginar quantas mulheres precisaram lutar para que aquela estrada existisse.
- A maior vitória será quando esta data parecer desnecessária
- Talvez esse seja o verdadeiro sonho.
Que um dia ninguém precise reivindicar igualdade porque ela terá se tornado tão natural quanto respirar.
Que uma menina nunca precise perguntar:
- “Será que posso?”
- Porque saberá que pode.
Que nenhuma mulher precise ser excepcional apenas para receber a mesma oportunidade.
- Que competência não tenha gênero.
- Que respeito não dependa de idade.
- Que dignidade não precise ser conquistada.
- Porque dignidade é direito de nascimento.
Por isso, neste 26 de agosto, o 7Minutos não oferece apenas flores.
- Oferece reconhecimento.
- Às mulheres que vieram antes.
- Às que estão aqui.
- E àquelas que ainda virão.
Porque mulheres não precisam de um mundo que lhes conceda espaço.
Precisam apenas de um mundo que não lhes retire o espaço que sempre foi delas por direito.
26 DE AGOSTO — DIA INTERNACIONAL DA IGUALDADE DA MULHER
Que homens e mulheres caminhem lado a lado — não porque sejam idênticos, mas porque possuem exatamente o mesmo tamanho em dignidade.
Essa talvez seja a igualdade mais bonita de todas.
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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