Auditoria encontrada pela PF
Master pagou R$ 33 milhões a escritório de ex-diretora do IDP em 2024, aponta reportagem
Mensagem de diretor do banco menciona “canal direto com o STF”, mas o significado da expressão não foi esclarecido. Advogada nega ter atuado na Corte para o Master.
Uma auditoria interna encomendada pelo BRB e encontrada pela Polícia Federal aponta que o Banco Master pagou R$ 33 milhões, em 2024, ao escritório Alves Corrêa, da advogada Dalide Corrêa. A informação foi revelada pelo Estadão e repercutida pelo jornalista Claudio Dantas.
Dalide foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes. Segundo a reportagem, ela deixou a instituição em 2017, após desentendimentos na gestão.
O ponto mais sensível está em uma conversa interna do Master obtida pela PF. Nela, o diretor financeiro Ângelo Ribeiro orienta o superintendente de Tesouraria Alberto Félix a fazer um pagamento ao escritório e usa a expressão “canal direto com o STF”. O diálogo divulgado não explica o que ele quis dizer. Também não menciona Gilmar Mendes nem outro ministro do Supremo pelo nome.
A auditoria registrou R$ 215 milhões em despesas do Master com escritórios de advocacia em 2024, ante R$ 76 milhões no ano anterior. Entre os valores destacados estão os R$ 33 milhões atribuídos ao escritório de Dalide e R$ 40 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O documento pediu esclarecimentos sobre o patamar habitual desses gastos para avaliar seu impacto nas contas do banco. Times Brasil–CNBC.
Dalide nega qualquer atuação para o Master no STF. Em nota enviada ao Estadão, afirmou que não procurou ministros da Corte para tratar de assuntos do banco. Segundo sua assessoria, os serviços envolveram processos de empresas que venderam créditos ao Master e ocorreram exclusivamente nas instâncias inferiores.
Os documentos e a mensagem levantam perguntas que ainda precisam de resposta: quais serviços foram prestados, como os honorários foram definidos e o que o diretor quis dizer com “canal direto com o STF”? Até a publicação da reportagem, a PF não havia realizado diligências específicas sobre o contrato nem apresentado conclusão sobre a legalidade dos serviços. A existência do pagamento e da expressão em uma conversa não comprova, por si só, influência sobre ministros ou irregularidade.
Por Gildo Ribeiro Redação Portal 7Minutos — Brasília
Pastas de auditoria diante do STF
Master pagou R$ 33 milhões a escritório de ex-diretora do IDP em 2024, aponta reportagem
CASO MASTER | Auditoria encontrada pela PF registra pagamentos a escritórios de advocacia
Master pagou R$ 33 milhões a escritório de ex-diretora do IDP em 2024, aponta reportagem
Mensagem de diretor do banco menciona “canal direto com o STF”, mas o significado da expressão não foi esclarecido. Advogada nega ter atuado na Corte para o Master.
Uma auditoria interna encomendada pelo BRB e encontrada pela Polícia Federal aponta que o Banco Master pagou R$ 33 milhões, em 2024, ao escritório Alves Corrêa, da advogada Dalide Corrêa. A informação foi revelada pelo Estadão e repercutida pelo jornalista Claudio Dantas.
Dalide foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), fundado pelo ministro Gilmar Mendes. Segundo a reportagem, ela deixou a instituição em 2017, após desentendimentos na gestão.
O ponto mais sensível está em uma conversa interna do Master obtida pela PF. Nela, o diretor financeiro Ângelo Ribeiro orienta o superintendente de Tesouraria Alberto Félix a fazer um pagamento ao escritório e usa a expressão “canal direto com o STF”. O diálogo divulgado não explica o que ele quis dizer. Também não menciona Gilmar Mendes nem outro ministro do Supremo pelo nome.
A auditoria registrou R$ 215 milhões em despesas do Master com escritórios de advocacia em 2024, ante R$ 76 milhões no ano anterior. Entre os valores destacados estão os R$ 33 milhões atribuídos ao escritório de Dalide e R$ 40 milhões ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O documento pediu esclarecimentos sobre o patamar habitual desses gastos para avaliar seu impacto nas contas do banco. Times Brasil–CNBC.
Dalide nega qualquer atuação para o Master no STF. Em nota enviada ao Estadão, afirmou que não procurou ministros da Corte para tratar de assuntos do banco. Segundo sua assessoria, os serviços envolveram processos de empresas que venderam créditos ao Master e ocorreram exclusivamente nas instâncias inferiores.
Os documentos e a mensagem levantam perguntas que ainda precisam de resposta: quais serviços foram prestados, como os honorários foram definidos e o que o diretor quis dizer com “canal direto com o STF”? Até a publicação da reportagem, a PF não havia realizado diligências específicas sobre o contrato nem apresentado conclusão sobre a legalidade dos serviços. A existência do pagamento e da expressão em uma conversa não comprova, por si só, influência sobre ministros ou irregularidade.
Por Gildo Ribeiro Redação Portal 7Minutos — Brasília
Pastas de auditoria diante do STF
Pasta de auditoria sob análise
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) November 22, 2023
Eu estou ouvindo Rádio 7 pelo RadiosNet. #OuvirRadio
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
Siga o ‘ 7Minutos’ nas redes sociais
X (ex-Twitter)
Instagram
Facebook
Getter
Truth Social




