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Mundo - Morte de George Floyd

Protestos nos EUA por morte de George Floyd voltam a registrar tumultos e confrontos

Com a polícia. Após início pacífico, manifestantes incendiaram carros e entraram em choque com policiais em várias partes dos EUA. Governadores pedem reforço da Guarda Nacional, e prefeituras de diversas cidades, inclusive Los Angeles, impuseram toques de recolher.

Manifestantes voltaram na tarde deste sábado (30) a ocupar ruas de cidades em várias partes dos Estados Unidos em protestos contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd durante uma abordagem policial em Minneapolis (saiba sobre esse caso mais adiante).

A maior parte dos atos ocorre pacificamente, porém, houve novos episódios de confronto em cidades como Los Angeles, Nova York, Chicago e Filadélfia. Durante a noite, tumultos e conflitos entre manifestantes e policiais deixaram ao menos dois mortos, e centenas de pessoas foram presas.

Nesta tarde, carros policiais foram incendiados em cidades como Filadélfia e Los Angeles. Em Chicago, um grupo entrou em confronto com a polícia que tentava conter o acesso dos manifestantes a prédios da cidade.

Por causa dos tumultos, governadores de estados como Geórgia, Kentucky, Ohio e Textas pediram reforço da Guarda Nacional. Em cidades como Portland, Cincinnati e Atlanta — que registrou grandes distúrbios na noite de sexta —, as prefeituras decretaram toque de recolher

Policiais e manifestantes entraram em confronto em Los Angeles, na Califórnia
Uma repórter foi ferida em um conflito entre manifestantes e um grupo que jogava pedras nos manifestantes do protesto em Columbia, na Carolina do Sul

Houve prisões e tumulto também em Nova York e em Chicago
Em Filadélfia, manifestantes incendiaram uma viatura policial na área central da cidade
A prefeita de Atlanta decretou toque de recolher nesta noite após brigas e confrontos

Morte de George Floyd

A maior parte dos atos ocorre pacificamente, porém, houve novos episódios de confronto em cidades como Los Angeles, Nova York, Chicago e Filadélfia. Durante a noite, tumultos e conflitos entre manifestantes e policiais deixaram ao menos dois mortos, e centenas de pessoas foram presas.

George Floyd morreu em 25 de maio, depois de ficar por 8 minutos e 46 segundos com o pescoço preso pelo joelho de um policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, no estado de Minnesota.

Na sexta-feira (29), Chauvin foi detido e acusado de homicídio. Documentos obtidos pela rede americana CNN mostram que a fiança do policial foi estabelecida em US$ 500 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Segundo a acusação contra Chauvin, ele manteve seu joelho sobre o pescoço de Floyd durante os 8 minutos e 46 segundos, sendo que nos últimos 2 minutos e 53 segundos o homem, negro, já estava inconsciente.

A autópsia informou, entretanto, que não houve “nenhum achado físico que apoie o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento”.

No entanto, o efeito conjunto de George Floyd ter sido asfixiado mais suas condições de saúde pré-existentes e a possibilidade de haver substâncias intoxicantes em seu corpo “provavelmente contribuíram para sua morte”, de acordo com a acusação.

Histórico
Os EUA registraram outros casos de mortes de pessoas negras causadas por policiais ou durante custódia da polícia nos últimos anos:

  • Em 2015, Freddie Gray, de 25 anos, morreu sob custódia da polícia em Baltimore, no estado de Maryland. A morte dele foi depois qualificada como homicídio, mas o caso acabou sendo arquivado.
  • Em 2014, Michael Brown, de 18 anos, morreu depois de ser baleado por um policial em Ferguson, no Missouri.
  • Em 2012, Trayvon Martin, de 17 anos, também morreu depois de ser baleado por um policial em Sanford, na Flórida.
  • Em 2009, Oscar Grant, de 22 anos, morreu depois de ser também baleado pela polícia em Oakland, na Califórnia, onde também houve protestos pela morte de Floyd.
[caption id="attachment_82042" align="alignnone" width="1024"] Manifestantes incendeiam viatura policial em Filadélfia, nos EUA, neste sábado (30) — Foto: Yong Kim/The Philadelphia Inquirer via AP[/caption]
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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