Não se deve sofrer por antecipação.
Mas, é o que muita gente vem fazendo, em relação à proposta de reforma da Previdência Social.
Tudo isto, porque a indústria dos boatos, que responde, hoje, pelo pomposo nome fake news, tem tirado o sono dos brasileiros.
Tem gente cálculos de quanto esta, ou, aquela, categoria vai receber, quanto tempo mais terá de trabalhar, que direitos serão incorporados e que direitos serão retirados no histórico de cada trabalhador.
Não é bem assim…
Primeiro, porque se trata de uma proposta, uma tentativa… Não tem nada aprovado.
E, vai demorar muito para que isto aconteça.
A proposta tem de passar por duas votações na Câmara Federal e, mais duas, no Senado.
Só, então, é que será retornada ao Palácio do Planalto para que o Presidente Bolsonaro a sancione.
Ou não, dependendo de prováveis e eventuais emendas que serão apostas ao texto original. Emendas que poderão ser vetadas, ou acatadas. Se vetadas, o texto volta para nova apreciação do Congresso.
E, é nesse espaço que entra o principal entrave. Muita gente vai querer opinar. Sindicatos; forças armadas; professores; servidores públicos; trabalhadores rurais, enfim, praticamente toda a sociedade.
Engano puro, pensar que o projeto irá para o Congresso, e, como num passe de mágica, obter a aprovação.
Uma matéria que mexe com toda uma nação precisa, sim, ser discutida e debatida à exaustão.
É certo que a Previdência Social no Brasil é vista como falida e deficitária, indo ao encontro do desconhecido.
Pode, até, se inviabilizar caso não se encontre o caminho ideal.
Mas, isto não se alcança da noite para o dia.
Nem sempre o ideal é o possível e, nem sempre, o que queremos é o que iremos conseguir.
Funciona, também, para os governos.
Ninguém discute a legitimidade e a importância na proposta do Governo em modificar os parâmetros da lei previdenciária do Brasil.
Mas, em um regime democrático, historicamente prevalece à vontade da maioria.
A Constituição Brasileira (Art. 1º Parágrafo Único) estabelece que
“todo poder emana do povo e, em seu nome será exercido”.
Desta maneira, entre ter apresentada a proposta da reforma previdenciária e, vê-la aplicada na essência, muita coisa, ainda, vai acontecer.
Estamos, apenas, no começo.
Vander Lúcio Barbosa




