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“ESSA é a DEMOCRACIA?”

PADRE KELMON se REVOLTA após DESTRUIÇÃO de MATERIAL de CAMPANHA em SÃO PAULO

Candidato a deputado federal pelo PL denuncia ataques contra seu material eleitoral, atribui a ação a petistas e cobra respeito à disputa democrática.

Até o momento, porém, não há confirmação independente apresentada à reportagem sobre a identidade dos responsáveis.

Padre Kelmon voltou às redes sociais neste fim de semana, mas desta vez em um tom muito diferente daquele normalmente utilizado para falar de fé, família e propostas políticas.

Indignado, o candidato denuncia que seu material de campanha eleitoral está sendo destruído em São Paulo.

No vídeo encaminhado ao 7Minutos, Kelmon mostra sua revolta com o episódio e atribui a destruição a adversários petistas, questionando o conceito de democracia defendido por seus opositores.

A acusação é séria especialmente porque o Brasil já vive oficialmente o ambiente eleitoral de 2026 e São Paulo concentra uma das disputas políticas mais intensas do país.

Padre Kelmon disputa uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo PL, com o número 2202.

Sua própria página oficial confirma a candidatura e apresenta a estrutura política da campanha.

A denúncia de Kelmon

O ponto central do episódio precisa ficar muito claro: é Padre Kelmon quem atribui a destruição de seu material a petistas.

Até a publicação desta matéria, o 7Minutos não encontrou confirmação independente que permita identificar os responsáveis pelos atos mostrados ou denunciados pelo candidato.

Por isso, seria incorreto transformar a acusação em uma conclusão antecipada.

Mas isso não diminui a importância da denúncia.

Se houve destruição deliberada de material eleitoral regularmente instalado, o episódio merece documentação, identificação dos envolvidos e, havendo indícios de ilícito, encaminhamento às autoridades competentes.

E há uma pergunta inevitável:

quem destruiu o material de Padre Kelmon?

  • Essa resposta interessa não apenas ao candidato.
  • Interessa ao eleitor.
  • Democracia não pode valer somente para quem pensa igual

O episódio toca num princípio que deveria ser elementar em qualquer eleição.

O eleitor pode discordar profundamente de Padre Kelmon.

  • Pode não votar nele.
  • Pode contestar suas propostas, criticar suas declarações e trabalhar democraticamente pela eleição de outro candidato.
  • O que não se pode aceitar como método político é a substituição do debate pela intimidação ou pela destruição ilegal da propaganda do adversário.

Democracia é disputar voto.

  • É apresentar ideias.
  • É convencer o eleitor.
  • É colocar candidatos diferentes diante da população e permitir que ela faça sua escolha.

Destruir material eleitoral de um concorrente, quando isso ocorre fora das hipóteses legais de retirada de propaganda irregular, não é argumento político.

  • São Paulo já vive uma eleição quente
  • O contexto paulista torna a denúncia ainda mais relevante.

A campanha de 2026 começou marcada por forte confronto entre campos políticos, inclusive com disputas sobre propaganda chegando à Justiça Eleitoral.

Nesta semana, por exemplo, decisões eleitorais determinaram a retirada de peças utilizadas pelo candidato ao Senado Ricardo Salles que retratavam Lula como “pixuleko”.

Segundo as decisões noticiadas, o problema estava nas características e dimensões das peças, e não simplesmente no fato de elas criticarem Lula.

  • É justamente essa diferença que precisa ser preservada.
  • Quando existe suspeita de propaganda irregular, há Justiça Eleitoral.

Não cabe ao militante, simpatizante ou adversário assumir o papel de juiz e decidir por conta própria qual candidato pode ou não aparecer nas ruas.

Kelmon entra na campanha disposto ao confronto

Padre Kelmon não é um desconhecido da política nacional.

Depois da projeção obtida nos debates presidenciais de 2022, ele voltou às urnas em 2026, agora buscando representar São Paulo na Câmara dos Deputados.

Dados públicos recentes registram sua candidatura pelo PL, número 2202.

E o episódio desta semana mostra que sua campanha deverá manter uma característica já conhecida do religioso:

  • Kelmon não pretende permanecer em silêncio diante daquilo que considera perseguição ou abuso político.
  • Mas existe também uma responsabilidade para o próprio candidato.

Se possui vídeos, fotografias, testemunhas ou qualquer elemento capaz de identificar quem destruiu seu material, o caminho mais forte é preservar essas provas e apresentá-las às autoridades eleitorais.

Assim, uma denúncia política pode se transformar em uma apuração objetiva.

O 7Minutos deixa a pergunta

Se os responsáveis forem identificados e ficar demonstrada eventual vinculação partidária, que essa informação seja publicada com nomes, provas e direito de resposta.

Se não houver essa comprovação, também deverá ser dito.

O que não pode ser normalizado, independentemente de quem seja a vítima — PL, PT ou qualquer outro partido — é transformar a eleição numa guerra contra o direito de o adversário fazer campanha dentro da lei.

  • Padre Kelmon está furioso.
  • Sua denúncia está feita.
  • Agora é preciso chegar à parte mais importante:
  • identificar quem destruiu o material e cobrar responsabilidade de quem efetivamente praticou o ato.
  • Porque eleição se vence convencendo o eleitor — e não arrancando o adversário das ruas.

 

“DEMOCRACIA É DISPUTAR O VOTO — NÃO DESTRUIR O ADVERSÁRIO.”

Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília

 

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Cartaz político com padre indignado
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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