O Jogo Aperta:
NOVAS PESQUISAS acendem ALERTA no PLANALTO E ELEIÇÃO DE 2026 entra em ZONA de INCERTEZA
Nexus/BTG registra 48% de desaprovação a Lula e 47% de aprovação; números eleitorais mostram disputa competitiva e reforçam uma pergunta que deverá acompanhar a campanha: até que ponto as pesquisas conseguem antecipar o sentimento que aparecerá nas urnas?
A campanha presidencial começou oficialmente e uma coisa já pode ser dita com segurança:
2026 dificilmente será uma eleição tranquila.
A nova rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 17 de agosto, traz números que ajudam a explicar por quê.
Segundo o levantamento, 48% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 47% aprovam.
Outros 5% não souberam ou preferiram não responder.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas.
Mas existe outro número que merece atenção.
Quando o entrevistado é convidado a classificar diretamente a administração federal, 42% consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 34% avaliam a gestão como ótima ou boa.
É uma diferença de oito pontos.
E é justamente aí que começa a parte mais interessante desta história.
NÃO É UMA “VIRADA” CONSUMADA — MAS O SINAL DE ALERTA EXISTE
Seria precipitado transformar uma única pesquisa na prova de uma virada eleitoral definitiva.
Pesquisa é fotografia, não resultado de eleição.
Além disso, o próprio levantamento Nexus/BTG apresenta informações aparentemente contraditórias para quem deseja enxergar apenas vencedores e derrotados:
- Lula enfrenta dificuldades na avaliação administrativa, mas continua liderando a corrida presidencial no primeiro turno.
- No cenário estimulado divulgado pelo instituto, Lula aparece com 41% e Flávio Bolsonaro com 36%.
- São cinco pontos de vantagem.
Quando a pesquisa simula um segundo turno entre os dois, entretanto, a distância diminui:
- Lula registra 47% e Flávio Bolsonaro 44%.
- Com margem de erro de dois pontos para cada lado, trata-se de empate técnico.
É provavelmente esse o número politicamente mais relevante desta rodada.
O presidente continua numericamente na frente, mas seu principal adversário aparece suficientemente próximo para transformar a disputa em uma eleição aberta.
E OUTRAS PESQUISAS?
Aqui entra uma questão que o eleitor precisa compreender.
Institutos diferentes utilizam metodologias diferentes e, consequentemente, podem apresentar resultados diferentes.
A Palver, por exemplo, registrou recentemente empate de 46% a 46% entre Lula e Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno.
Já a CNT/MDA apresentou vantagem maior para Lula: 48% contra 39,1%.
Em levantamentos anteriores de agosto, outros institutos também colocaram Lula na liderança.
Portanto, os dados disponíveis não autorizam afirmar que Lula já perdeu a liderança nacional.
Autorizam, entretanto, uma conclusão diferente e igualmente importante:
a eleição tornou-se altamente competitiva.
E pesquisas isoladas precisam ser observadas dentro de uma sequência histórica, e não como verdades absolutas.
A PERGUNTA QUE O ELEITOR TEM DIREITO DE FAZER
Em toda eleição aparecem acusações contra institutos de pesquisa — vindas da direita, da esquerda e de candidatos que se sentem prejudicados pelos números.
- É legítimo questionar pesquisas.
- É legítimo comparar metodologias.
- É legítimo perguntar quem contratou cada levantamento, como as entrevistas foram realizadas, qual foi a amostra utilizada e quais foram os resultados anteriores daquele instituto.
O que não é correto é afirmar que determinado levantamento foi manipulado sem apresentar provas.
Por isso, o Portal 7Minutos considera mais importante fazer outra cobrança:
- transparência total.
- Quem pagou?
- Quanto pagou?
- Como foram escolhidos os entrevistados?
- Foi telefone, internet ou entrevista presencial?
- Qual a distribuição regional, econômica, etária e educacional da amostra?
Quanto maior a transparência, menor o espaço para suspeitas.
NEXUS/BTG: COMO A PESQUISA FOI FEITA
O levantamento divulgado nesta segunda-feira ouviu 2.003 eleitores entre os dias 14 e 16 de agosto, por entrevistas telefônicas.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03317/2026.
Essas informações são fundamentais porque permitem que imprensa, partidos, especialistas e cidadãos comparem o levantamento com pesquisas realizadas por outros institutos.
O DADO QUE PODE PREOCUPAR O PLANALTO
- Há uma diferença enorme entre possuir um eleitorado fiel e conseguir ampliar esse eleitorado.
- Lula continua demonstrando força eleitoral.
- Mas os números indicam também resistência significativa ao seu governo.
Quando 42% classificam uma administração como ruim ou péssima, existe um contingente expressivo de insatisfação que inevitavelmente entra no cálculo eleitoral.
Ao mesmo tempo, o adversário mais próximo do presidente também enfrenta rejeição elevada.
Na mesma rodada Nexus/BTG, 50% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, contra 48% que disseram o mesmo sobre Lula.
Isso revela outra característica da eleição:
- não existe apenas uma disputa por votos. Existe uma guerra contra a rejeição.
O BRASIL ESTÁ DIANTE DE UMA ELEIÇÃO APERTADA?
- Os sinais disponíveis até agora apontam nessa direção.
- Não porque uma pesquisa tenha decretado vencedor ou derrotado, mas porque levantamentos realizados por diferentes empresas começam a mostrar que um eventual segundo turno pode produzir uma disputa bastante competitiva.
E existe uma diferença fundamental entre estar na frente e ter uma eleição garantida.
- Lula permanece liderando vários levantamentos.
- Flávio Bolsonaro, entretanto, aparece competitivo em diferentes pesquisas, especialmente nos cenários de segundo turno.
A campanha está apenas começando.
Horário eleitoral, debates, economia, inflação percebida pelas famílias, segurança pública, denúncias, alianças estaduais e acontecimentos internacionais ainda poderão movimentar milhões de votos.
A URNA CONTINUA SENDO A PESQUISA DEFINITIVA
- Nos próximos meses, o brasileiro será bombardeado por gráficos, percentuais e manchetes.
- Um instituto poderá apontar vantagem de cinco pontos.
- Outro, dez.
- Um terceiro poderá mostrar empate.
- O eleitor deve observar todos — e acreditar cegamente em nenhum.
Pesquisa eleitoral é instrumento científico e estatístico importante, mas possui margem de erro, metodologia e limitações.
- O que os números de agosto parecem revelar não é ainda uma “virada” comprovada.
- É algo talvez mais importante:
- a certeza de vitória de qualquer lado começa a desaparecer.
- Lula continua competitivo.
- Flávio Bolsonaro também.
E uma parcela enorme do país demonstra insatisfação, rejeição ou disposição para procurar alternativas.
- Faltando semanas decisivas para a votação, talvez a principal mensagem desta segunda-feira não esteja nos 48%, nos 47% ou nos 42%.
Está no conjunto da fotografia:
a eleição de 2026 está aberta — e o eleitor brasileiro ainda tem a última palavra.
Confira a íntegra do levantamento
Por Gildo Ribeiro
Editoria de Pesquisas em Ano Eleitoral
Redação Portal 7Minutos — Brasília
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
Siga o ‘ 7Minutos’ nas redes sociais
X (ex-Twitter)
Instagram
Facebook
Truth Social





