O maior adversário

Para a reeleição de Bolsonaro não é o PT

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Jair Bolsonaro: aumento de disparos na campanha contra Lula — Reprodução/Youtube

Diante do atual favoritismo de Lula na corrida ao Palácio do Planalto, a tropa bolsonarista concentrada nas trincheiras das redes sociais passou a atirar para vários lados com o objetivo de atingir em cheio o petista, dando preferência às chamadas pautas de comportamento.

 

Um discurso antigo

do ex-presidente sobre o problema das drogas foi embalado com fake news, de forma a vender a falsa ideia de que Lula se declara favorável à legalização. Outro exemplo é a gritaria conservadora a respeito da legislação sobre o aborto, feita sob medida para lembrar a derrapada do petista que, em declaração recente, chegou a defender o direito à interrupção à gravidez (devido aos prejuízos eleitorais provocados pela declaração, ele voltou atrás dias depois, passando a dizer simplesmente que o tema aborto deve ser tratado como uma questão de saúde pública).

 

A despeito do chumbo

reforçado, as pesquisas de intenção de votos indicam que o melhor seria a tropa bolsonarista largar as armas de fogo e e empunhar uma lança contra o inimigo mais temível a esta altura da campanha: o dragão da inflação. O movimento de subida de preços afetou o bolso e os humores dos eleitores, algo potencialmente explosivo para quem está sentando na cadeira do Palácio do Planalto, a despeito do esforço do atual ocupante em tentar jogar a conta para o colo dos governadores. De acordo com as pesquisas mais recentes , quase 70% dos eleitores acreditam que a situação econômica piorou e mais da metade deles acredita que isso terá influência na decisão de voto em outubro.

 

Para o analista político

e presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, Bolsonaro está em apuros e precisa urgentemente de uma cesta básica de boas notícias na economia a fim de evitar a derrota. “O que define o voto é a economia real, e os números mostram é que ela está muito insatisfeita com o preço do supermercado”, afirma Meirelles. “Imagine um eleitor que não consegue usar o carro graças ao preço da gasolina .

 

Uma mãe ou pai de família

que está tendo que economizar no gás, na feira, na festa de 15 anos da filha. Na hora do voto, o que essa eleitora pensa é o seguinte: a minha vida é melhor agora ou era melhor antes desse governo?”, conclui o especialista.

 

 

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