Produção em andamento

EU TROUXE FLORES é um filme goiano que está sendo produzido nas cidades de Anápolis

E Pirenópolis. Com estreia nos meios digitais marcada para o mês de Março, o filme conta a história do casal Eliza e Mamedio, durante a pandemia da convid 19.

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ANA-ISABELA-GODINHO

Eliza vive uma situação de violência doméstica por parte de Mamedio.

Ele, diz que o desequilíbrio e a agressividade, é por conta da pandemia. Juntos em casa, os dois vão ter que lidar com isso e encontra uma forma de resolver as coisas.

O portal 7 minutos conseguiu uma entrevista exclusiva com os atores do filme.

ANA ISABELA GODINHO

7Minutos – Apresente a Ana Isabela para quem ainda não conhece essa mulher e artista goiana.

ANA . Sou natural de Pirenópolis-GO, nascida e criada aqui. Toda minha família é de Piri. Sou goiana do pé rachado. Amo meu Goiás.

Sou uma mulher extremamente apaixonada pela vida. Adoro estar em contato com a mãe natureza. Gosto de desafios. Adoro o simples. Sou (100%) de bem com a vida. Adoro fazer novas amizades. Sou muito realista e pé no chão.

Amo a minha profissão. É maravilhoso dar vida aos personagens. Sou apaixonada pelo universo da arte. Mudei para o Rio de Janeiro no ano de 2012. Fui com a cara e a coragem, me joguei no mundão de meu Deus. Só tinha dinheiro para um mês. Foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Nunca me arrependo de ter saído de casa. Aprendi e amadureci muito.

Sou muito feliz com as minhas escolhas. Passei por várias coisas. Trabalhei dois anos no Theatro Net Rio, em Copacabana. Fiz produção. Trabalhei com várias coisas para eu poder me manter no Rio. Infelizmente, não dá para viver só de arte no Brasil. Tudo na nossa vida é aprendizado.

Tive oportunidade de trabalhar em uma novela na Rede Globo. Pega Pega. Minha personagem era uma policial; nina. Foi uma experiência maravilhosa. Aprendi muito. Fico muito feliz com a realização do meu sonho. Gravei outras coisas na emissora. Várias participações.

Em 2020, participei da Série “Filhas de Eva” A série entra na plataforma do Globoplay no dia 19 de fevereiro. Sigo , rumo às minhas escolhas. Com muita fé e perseverança. Espero que 2021 seja um ano de muita luz e muitas conquistas.

 

 

7MinutosSabemos que muitos casos de violência doméstica não são denunciados, fica apenas entre o casal. Você acredita que em alguns casos, isso é algo que pode ser resolvido em casa, ou todo episódio de violência contra a mulher deve ser denunciado à polícia?

ANA É um assunto muito delicado. No meu ponto de vista, muitos casos não são denunciados pelo medo que a vítima tem do agressor. A violência doméstica não é só agressão física. Geralmente, ela começa com a agressão psicológica.

O agressor tem um poder de manipulação muito grande sobre a vítima. Ele faz com que a vítima se sinta culpada. Ele destrói sua autoestima. Te coloca como se fosse a pior pessoa do mundo. Conversei com algumas mulheres que sofreram agressão, e todas elas me falaram sobre o medo que sentiam.

Muitas não conseguem conversar e desabafar. Não colocam para fora. Falei com uma policial e ela me disse que geralmente, as mulheres chegam na delegacia e não conseguem fazer a denúncia. Penso que um casal que passa por essa situação, não consegue resolver entre eles.

Posso estar errada, mas esse é o meu ponto de vista. Toda mulher que está passando por agressão, deve procurar ajuda.

Denuncie. Não fique calada. Somos fortes. Converse. Procure ajuda.

 

7MinutosO filme deve ter cenas fortes e que nenhuma mulher gostaria de viver. Mesmo sendo um filme, quais são seus sentimentos ao viver as cenas de violência doméstica?

ANA  Sinto uma angústia enorme e sem fim. Meu estômago revira. Fico imaginando quem está passando por isso, e vive diariamente com essa angústia. É muito cruel. É muito forte. Fico imaginando a dor dessas mulheres. O medo. Tento trabalhar o meu psicológico para conseguir passar pelo trabalho e não ficar em choque. É muito delicado. Realmente mexe muito com o interior. Mulher nenhuma deve passar por isso. Quero, que através do meu trabalho, eu possa ajudar essas mulheres que vivem a Violência Doméstica. Vocês são fortes. Denuncie. Não aceite. Converse. Desabafe. Procure ajuda!

 

 

7Minutos – Sabemos que toda e qualquer violência não pode ser aceita e nem considerada algo normal, e que é um crime e erro grave do homem, quando ele agride a mulher. Quando um casal chega nesse ponto, será sempre um erro do homem, ou fato do casal ter chegado nesse ponto pode também ser fruto de erros dos dois, tanto do homem e da mulher?

ANA   É muito delicado falar sobre isso. Como estou de fora e nunca vivenciei, o meu pensamento pode não ser o certo. Não sabemos o que se passa entre quatro paredes. Estamos de fora. Só olhamos de fora. Cada caso é um caso. É muito difícil falar. É muito particular, mas no meu ponto de vista, penso que pode ser fruto de ambos também, depende muito das situações. Deixando claro: Cada caso é um caso. Não podemos generalizar.

 

7Minutos Qual mensagem você deixa para todas as mulheres que vão ler essa entrevista?

ANA  Quero, que através da minha arte, eu possa ajudá-las. Vivemos em mundo completamente machista e injusto. Não podemos nos entregar. Somos fortes. Cultive o amor-próprio.

Pense em você.

Não deixe a sua luz apagar.

Você, mulher, que está lendo a minha mensagem, se olhe no espelho, veja a mulher maravilhosa e incrível que você é.

Não se cale. Corra atrás dos seus direitos.

Você é forte. Você vai conseguir.

Denuncie. Procure ajuda. Converse.

Se abra. Nós já conseguimos muitas coisas, mas ainda há muito o que fazer.

Juntas somos mais fortes.

 

E agora um papo com :

EDUARDO ROSÁRIO

7MinutosJá fizemos uma matéria sobre seu filme anterior, UNDER THE SUN, que foi um sucesso no Brasil e no exterior. Agora com EU TROUXE FLORES, fica claro que as produções continuam. Cinema é algo que você faz por hobby ou é sua profissão?

EDUARDO – Uau, que pergunta pertinente. É mais que minha profissão, é minha vocação. No Brasil, especialmente no interior, é muito complicado fazer da arte uma profissão. Mas uma das coisas que aprendi com o tempo, é que as coisas difíceis também são possíveis.

Algumas pessoas olham pra mim e perguntam como é possível fazer essas coisas?

Mas geralmente são pessoas que não sabem que cursei artes cênicas, que depois cursei graduação em Cinema e depois cursei pós-graduação em cinema e audiovisual e que já fiz 11 outros cursos técnicos na área do audiovisual.

Quando penso na estrada que estou percorrendo, sinto que as coisas estão mais

“perto de darem certo do que de darem errado”.

Em qualquer que seja a sua área de atuação, será necessário muito estudo, força, insistência, foco e fé em Deus.

O resto é um dia de cada vez.

 

7Minutos EU TROUXE FLORES aborda violência doméstica contra as mulheres. Qual é o papel do homem dentro desse tema?

EDUARDO  Primeiro é necessário entender que esse filme não é apenas sobre violência doméstica.

Alí temos um casal vivendo intensamente algumas situações. Há momentos de comédia, de romance e há os momentos onde a coisa desanda na relação.

A questão aqui, é quais são os caminhos que abrem espaço para chegar no ponto da violência e da agressão. Nenhum casal se forma quando tudo está ruim.

Eles se unem com juras de amor. Então é importante prestar atenção na forma como a relação se desenvolve, porque isso nos mostra para onde este casal está indo.

Muitas pessoas, com traumas terríveis, unem se à outras, tentando se curar e no fim das contas, o desastre é ainda maior. O papel do homem é o da empatia.

Não é preciso ser o homem mais inteligente pra compreender que o mundo é um lugar muito machista, até esse momento.

Se essa afirmação ofende você, é porque a sua leitura do mundo está um pouco equivocada.

7Minutos Quanto custa produzir um filme?

EDUARDO  Custa todo o dinheiro que você tem (risos).

Hà várias formas de fazer filmes, uma delas é com verbas públicas, através de editais culturais.

Outra forma é com verba privada. EU TROUXE FLORES está sendo produzido inteiramente com verbas privadas e muitas parcerias.

Um dos nossos primeiros parceiros foi a Fundação Frei João Batista Vogel, através das rádios 96fm,

São Francisco fm e rádio cultura de Catalão.

Outro apoiador importante, é a Realiza construtora, que nos abriu as portas dos apartamentos decorados, para montar os cenários do filme.

A HM cartuchos e informática, é também um dos nossos apoiadores e uma das lojas de eletro e informática mais completa de Anápolis. Outros apoiadores estão chegando e é através deles que se tornou possível produzir esse filme e levantar discussões tão necessárias nesse momento.

Empresas e instituições que tentam de alguma forma apoiar projetos relevantes, são aquelas que agregam valor a sua marca e seus produtos e serviços, e que demonstram envolvimento e engajamento com o lugar onde estão inseridos.

E claro, as pessoas levam isso em conta, tanto nas redes sociais quanto na vida real, na hora de procurar um produto ou serviço.

7MinutosDeixe uma mensagem para os leitores dessa entrevista.

Gosto do filme “sociedade dos poetas mortos”.

Alí vemos o conceito do Carpe Diem sendo aplicado de uma forma muito interessante. Um professor mostra aos alunos uma fotografia antiga.

Nela há vários jovens, fortes e felizes.

Então o professor diz: Estão vendo essas pessoas cheias de vida?

Todos eles se foram.

Não existem mais.

Aproveitem a vida e faça valer a pena. Faça das suas vidas algo extraordinário, carpe diem.

Apesar de todas as dificuldades que estamos vivendo nesses tempos de pandemia, eu me arrisco a dizer a vocês:

Vivam intensamente, seja o melhor que você pode ser, respeitem o próximo, ame a si mesmo, confie em Deus e Carpe Diem, pois tudo aqui é apenas um sopro.

EDUARDO ROSÁRIO

ANA-ISABELA-GODINHO

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