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“Esse aí eu quero ver no cinema.”

ROTEIRO DE SUCESSO – O streaming não matou o cinema. E a telona está dando o troco

Superproduções, tecnologia, salas premium e uma nova estratégia dos grandes estúdios recolocam o cinema no centro do entretenimento.

Em 2026, as bilheterias mostram que o sofá ganhou um concorrente que se recusou a morrer.

Prepare a pipoca porque o roteiro sofreu uma bela reviravolta.

Durante alguns anos, parecia que o destino das salas de cinema já estava escrito:

  • televisão enorme,
  • streaming barato,
  • milhares de filmes disponíveis sem sair de casa e
  • aquele maravilhoso botão de “pausar” justamente quando bate a vontade de ir à cozinha.

Parecia perfeito…

Só esqueceram de combinar com o cinema.

Em 2026, a velha telona está respondendo da maneira que Hollywood mais entende: com gente na fila e dinheiro na bilheteria.

O sofá era confortável.     Mas não tinha IMAX.

O cinema percebeu que seria inútil tentar competir com o streaming oferecendo simplesmente “um filme”.

Então passou a vender experiência.

  • Telas gigantes,
  • projeção de altíssima definição,
  • som que praticamente faz a poltrona respirar,
  • salas VIP,
  • cadeiras reclináveis,
  • eventos especiais e produções concebidas para causar impacto em escala monumental.

É difícil colocar isso na televisão da sala.

E alguns filmes transformaram essa estratégia em dinheiro.

Até 26 de julho, o ranking brasileiro de 2026 tinha:

  • Michael com aproximadamente R$ 168,9 milhões, seguido por
  • O Diabo Veste Prada 2, com R$ 165,8 milhões, e
  • Toy Story 5, com cerca de R$ 160,8 milhões.

Depois apareciam…

  • Super Mario Galaxy: O Filme,
  • A Empregada e
  • Avatar: Fogo e Cinzas.

O fenômeno não é apenas brasileiro.

 

Em maio,

Michael já havia ultrapassado US$ 700 milhões mundialmente, enquanto

O Diabo Veste Prada 2 também se transformava em fenômeno internacional.

 

Então o streaming perdeu?

Calma…..

Netflix, Prime Video, Disney+, HBO Max e companhia não estão arrumando as malas.

O que está acontecendo é mais interessante.

O mercado descobriu que cinema e streaming podem ocupar momentos diferentes da vida do mesmo consumidor.

  • A plataforma oferece conveniência.
  • A sala oferece acontecimento.
  • Você assiste a uma série deitado no sofá numa terça-feira.

Mas determinado blockbuster ainda provoca aquela conversa:

“Esse aí eu quero ver no cinema.”

É justamente essa frase que Hollywood precisava recuperar.

Brasil voltou a comprar ingresso

Os números mostram que não se trata apenas de nostalgia.

Entre janeiro e 13 de maio de 2026, aproximadamente 45 milhões de espectadores passaram pelos cinemas brasileiros, movimentando quase R$ 1 bilhão.

Na comparação com igual período de 2025, o público cresceu 9,4% e a arrecadação avançou 19%.

O u seja:   além de mais gente frequentando as salas, experiências premium e ingressos de maior valor ajudam a fazer a receita crescer ainda mais rapidamente.

E o cinema brasileiro?

Aqui aparece uma parte importante desse roteiro.

A recuperação das salas não significa automaticamente vitória para todas as produções nacionais. Hollywood continua ocupando enorme espaço entre os grandes campeões comerciais.

O governo mantém em 2026 a Cota de Tela, que determina a presença mínima de longas brasileiros na programação dos complexos cinematográficos.

Em maio, a ANCINE também atualizou as regras buscando fortalecer a presença de produções nacionais, inclusive em horários de maior procura.

Portanto, o desafio brasileiro agora não é apenas colocar pessoas novamente diante da tela gigante.

É fazer com que parte desse público também escolha histórias brasileiras.

Declararam a morte cedo demais

O rádio não morreu quando surgiu a televisão.

A televisão não morreu quando chegou a internet.

 

E aparentemente o cinema também não pretende desaparecer por causa do streaming.

Ele está simplesmente mudando.

Talvez essa seja a grande lição de 2026:

  • o público nunca deixou de gostar do cinema.
  • Ele apenas precisava novamente de bons motivos para sair de casa.
  • Hollywood respondeu com superproduções, nostalgia, tecnologia, conforto e espetáculo.
  • E o espectador respondeu comprando ingresso.

No fim das contas, Netflix pode ter o sofá.

Mas quando as luzes se apagam, o som explode e aquela tela gigantesca ocupa todo o campo de visão, o cinema ainda sabe fazer algo que nenhuma sala de estar conseguiu reproduzir completamente: transformar um filme em acontecimento.

E depois de tantas previsões anunciando seu fim, a velha telona parece estar olhando para o streaming e dizendo:

— Pode ficar tranquilo. Tem público para nós dois. Só não ocupe a minha poltrona.

 

EM ANÁPOLIS, A TELONA TAMBÉM GANHA FORÇA

Em Anápolis, esse novo momento do cinema já é acompanhado com entusiasmo.

O empresário Marcos Vieira, proprietário das salas de cinema do AnaShopping, o Cine Prime,  observa de perto a crescente movimentação do público e comemora a excelente receptividade das grandes produções programadas para suas telas.

E as novidades não devem parar nos blockbusters.

A expectativa é que, em breve, tecnologias presentes nas grandes redes de exibição também cheguem às suas salas, ampliando conforto, qualidade de imagem e som e, principalmente, a experiência do público anapolino.

Porque, se o cinema está vivendo uma nova era, Anápolis também quer seu lugar — e sua poltrona — nessa história.

Por Gildo Ribeiro
Editoria de Cinema
Redação Portal 7Minutos — Brasília

 

Cinema lotado assistindo a uma aventura cósmica

A velha telona encara o streaming

🎬 O cinema está de volta aos holofotes. Superproduções, salas premium, tecnologia imersiva e a força da experiência coletiva impulsionam as bilheterias em 2026 e mostram que, mesmo na era do streaming, a magia da tela grande continua impossível de reproduzir no sofá. 🍿📽️

 

 

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🎬 O cinema está de volta aos holofotes. Superproduções, salas premium, tecnologia imersiva e a força da experiência coletiva impulsionam as bilheterias em 2026 e mostram que, mesmo na era do streaming, a magia da tela grande continua impossível de reproduzir no sofá. 🍿📽️

 

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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