Assembleia de Especialistas em Qom
EUA e Israel atingem órgão responsável pela sucessão iraniana e provocam a maior crise política do Irã desde 1979
Ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos levanta suspeitas sobre a morte dos 88 aiatolás que definiriam o novo líder supremo
O ataque mais sensível da história recente do Irã
O Oriente Médio amanheceu nesta terça-feira (3) sob o impacto de um dos acontecimentos mais graves e explosivos das últimas décadas: ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel atingiram diretamente o prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por escolher o líder supremo — o cargo mais poderoso da estrutura política iraniana.
Ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos levanta suspeitas sobre a morte dos 88 aiatolás que definiriam o novo líder supremo pic.twitter.com/oJInBqocYY
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) March 3, 2026
O fato ganhou contornos ainda mais dramáticos porque a imprensa israelense, como o jornal The Jerusalem Post, afirmou que todos os 88 aiatolás da assembleia estavam reunidos no momento do ataque.
Até agora, não há confirmação oficial sobre sobreviventes.
Caso se confirme, o episódio se tornaria a maior eliminação simultânea de dirigentes teocráticos da história do país — um golpe direto no coração do sistema criado após a Revolução Islâmica de 1979.
O que é a Assembleia dos Peritos e por que o ataque é tão estratégico
Criada depois do colapso do xá Mohammad Reza Pahlavi, a Assembleia dos Peritos é composta por 88 clérigos de alto escalão.
É ela quem define quem comanda o Irã — o Líder Supremo — autoridade que domina:
- política externa
- programa nuclear
- inteligência e segurança
- Força Quds
- Guardiões da Revolução
- nomeações do Judiciário
- supervisão das Forças Armadas
Ou seja: acertar esse prédio não é apenas um ataque militar. É um ataque ao cérebro do regime.
Explosões em Teerã, Qom, Karaj, Isfahan e Beirute
A ofensiva israelense, segundo seu próprio Exército, foi “a nona onda de ataques em Teerã”, e mirou centros de comando e infraestrutura do que chama de “regime terrorista iraniano”.
Ao mesmo tempo, Israel afirmou ter executado “ataques simultâneos” em Teerã e em Beirute contra alvos do Hezbollah.
- A escalada virou um tabuleiro de guerra regional.
- Golpe no coração institucional iraniano
- Além da Assembleia dos Peritos, Israel confirmou ter bombardeado:
- complexo presidencial do Irã, no centro de Teerã
- sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional
- instalações onde são feitas avaliações estratégicas, inclusive sobre o programa nuclear
Segundo Israel, os alvos fazem parte de um “complexo de liderança” — a elite política, militar e religiosa de Teerã.
A mensagem é clara:
tudo o que sustenta o regime iraniano está na mira.
Número de mortos já ultrapassa 787, segundo o Crescente Vermelho
O Crescente Vermelho Iraniano informou que 787 pessoas morreram desde o início dos ataques no sábado (28).
- A entidade afirma que mais de 1.000 bombardeios atingiram 153 cidades e 500 locais estratégicos ou militares.
- Nenhuma agência internacional conseguiu verificar os números até o momento.
- Mesmo assim, o total aponta para uma guerra de intensidade altíssima, raramente vista entre Estados nacionais.
A pergunta que ecoa em todo o mundo: os 88 aiatolás morreram?
Nenhum órgão oficial iraniano — nem o governo, nem o Ministério da Defesa, nem o Conselho de Segurança Nacional — confirmou o estado das autoridades atingidas.
Silêncio total.
A ausência de pronunciamento reforça a hipótese de que a cúpula religiosa pode ter sido dizimada.
Se isso se confirmar:
- o Irã perde o órgão responsável por escolher seu líder supremo;
- a estrutura de sucessão entra em colapso;
- abre-se um vácuo de poder sem precedentes;
- facções internas podem disputar o controle do país;
- o conflito regional tende a se intensificar.
- O maior abalo político desde 1979
- Desde a Revolução Islâmica, o Irã nunca enfrentou uma ameaça tão profunda ao seu núcleo dirigente.
- Não se trata apenas de destruição militar — isso o país já viu.
Trata-se de uma ruptura na continuidade do próprio regime.
O ataque contra a cúpula dos aiatolás é, na prática, um ataque à própria existência do Estado teocrático.
O que vier a seguir pode alterar:
- a política do Golfo Pérsico
- o equilíbrio militar no Oriente Médio
- o preço do petróleo
- a relação de potências globais com o Irã
- o destino do programa nuclear iraniano
O planeta inteiro, agora, está com os olhos voltados para Teerã.
Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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