QUANDO O EGO ADOECE:
AS PESSOAS QUE DESTROEM OUTRAS EM SILÊNCIO. Elas estão em todos os lugares. No trabalho. Na academia. Na igreja.
Dentro da própria família. Pessoas que vivem tentando diminuir os outros, humilhar, constranger, competir o tempo inteiro e transformar qualquer ambiente em um campo de guerra emocional.
Todos nós convivemos com pessoas assim…
E o mais assustador: muita gente ainda confunde esse comportamento tóxico com “personalidade forte”, “liderança” ou “sinceridade”.
Não é.
Na maioria das vezes, estamos falando de pessoas emocionalmente adoecidas, dominadas por insegurança, necessidade de validação e uma obsessão constante por atenção e superioridade.
O PROBLEMA NÃO É A CONFIANÇA. É A NECESSIDADE DE HUMILHAR
Existe uma diferença gigantesca entre autoestima e narcisismo.
Uma pessoa segura de si normalmente:
- não precisa humilhar;
- não vive competindo;
- não tenta apagar o brilho de ninguém;
- não transforma convivência em disputa;
- não sente prazer em constranger os outros.
Já pessoas emocionalmente desequilibradas frequentemente precisam diminuir alguém para sentirem que possuem valor.
- Elas querem aplausos o tempo inteiro.
- Precisam ser o centro.
- Querem parecer superiores.
- Precisam vencer até conversas simples.
E quando não recebem a atenção que desejam, começam os ataques:
- ironias;
- humilhações públicas;
- grosserias;
- manipulações;
- chantagens emocionais;
- espetáculos;
- jogos psicológicos;
- agressividade disfarçada de “opinião forte”.
O ambiente inteiro começa a adoecer.
O PIOR TIPO DE VIOLÊNCIA É A QUE MACHUCA A MENTE
- Muita gente chega em casa destruída emocionalmente sem perceber que está sendo vítima de abuso psicológico diário.
A pessoa começa a:
- sentir ansiedade antes de trabalhar;
- perder a confiança em si mesma;
- viver “pisando em ovos”;
- evitar falar para não virar alvo;
- se isolar;
- perder produtividade;
- desenvolver esgotamento mental.
E enquanto isso, o agressor continua recebendo atenção, espaço e, muitas vezes, proteção de superiores que fingem não enxergar o problema.
- O silêncio coletivo fortalece o comportamento tóxico.
EXISTEM PESSOAS QUE CONFUNDEM MEDO COM RESPEITO
Esse talvez seja um dos pontos mais graves.
- Há pessoas que acreditam que são respeitadas, quando na verdade apenas causam medo, desgaste e exaustão emocional.
- A equipe fica em silêncio não porque admira.
- Fica em silêncio porque está cansada.
- Porque quer evitar conflito.
Porque sabe que qualquer discordância vira ataque, escândalo ou perseguição.
Isso destrói:
- amizades;
- famílias;
- equipes;
- empresas;
- grupos religiosos;
- ambientes esportivos;
- relacionamentos profissionais.
E o mais cruel: pessoas boas acabam se calando para sobreviver emocionalmente.
NARCISISMO NÃO É VAIDADE. É UM VAZIO QUE TENTA DOMINAR OS OUTROS
- Segundo a psicanálise, todos nós possuímos traços narcísicos naturais ligados à autoestima e ao amor-próprio.
- O problema começa quando esse comportamento ultrapassa os limites saudáveis e passa a gerar destruição ao redor.
Pessoas assim costumam apresentar:
- arrogância;
- inveja;
- baixa empatia;
- mania de superioridade;
- necessidade constante de atenção;
- manipulação;
- dificuldade em admitir erros;
- prazer em controlar pessoas;
- exploração emocional.
E existe um detalhe importante:
- muitos desses comportamentos podem estar ligados a sofrimento psicológico profundo,
- insegurança extrema ou
- transtornos emocionais que precisam de acompanhamento profissional adequado.
Mas o narcisismo não é o único perfil psicológico associado a comportamentos destrutivos e humilhantes.
Existem outras patologias e transtornos emocionais que também podem transformar ambientes em verdadeiros campos de tensão emocional.
Entre eles, especialistas apontam:
• Transtorno de personalidade antissocial — pessoas que manipulam, mentem, exploram emocionalmente os outros e demonstram pouca culpa pelo sofrimento causado;
• Transtorno de personalidade borderline — marcado por explosões emocionais intensas, instabilidade extrema nos relacionamentos e comportamentos impulsivos;
• Transtorno histriônico — necessidade exagerada de atenção, dramatização constante e busca compulsiva por validação pública;
• Complexo de superioridade — quando a pessoa cria uma falsa sensação de grandeza para esconder inseguranças profundas;
• Psicopatia funcional — indivíduos frios, manipuladores e calculistas que conseguem se adaptar socialmente enquanto prejudicam pessoas silenciosamente;
• Síndrome do pequeno poder — muito comum em ambientes profissionais e religiosos, onde alguém usa uma pequena autoridade para humilhar, controlar e intimidar;
• Inveja patológica — quando o crescimento, talento ou felicidade do outro provoca irritação, perseguição e necessidade de diminuir pessoas;
• Dependência de validação social — pessoas que precisam constantemente ser admiradas, elogiadas e vistas como superiores para se sentirem importantes.
Em muitos casos, essas pessoas não percebem que estão adoecidas emocionalmente
. Outras percebem, mas acreditam que intimidar, humilhar ou controlar os demais é sinal de força, liderança ou superioridade.
O problema é que ambientes dominados por esses comportamentos acabam produzindo ansiedade, medo, silêncio emocional, afastamento social e até adoecimento psicológico em pessoas equilibradas.
- Porque conviver diariamente com humilhação,
- manipulação e
- constrangimento constante destrói lentamente a saúde emocional de qualquer ser humano.
O QUE MAIS ASSUSTA É QUE ISSO VIROU NORMAL
- Gritos no ambiente de trabalho.
- Humilhações públicas.
- Constrangimentos diante de colegas.
- Ataques disfarçados de brincadeira.
- Competição doentia.
Tudo isso passou a ser tratado por muita gente como algo “normal”.
- Não é normal.
- Não é liderança.
- Não é força.
- Não é autoridade.
- É falta de equilíbrio emocional, ética e humanidade.
COMO SE PROTEGER DE PESSOAS ASSIM
Especialistas apontam que a melhor defesa costuma ser:
- manter postura profissional;
- evitar disputas de ego;
- documentar situações graves;
- preservar sua saúde mental;
- construir reputação pela consistência;
- buscar apoio quando necessário;
- entender que você não precisa adoecer para provar valor.
Porque ambientes tóxicos conseguem destruir até pessoas emocionalmente equilibradas.
A VERDADE QUE MUITOS PRECISAM OUVIR
Quem vive tentando parecer melhor do que todos normalmente trava uma guerra interna que ninguém vê.
- Pessoas verdadeiramente fortes não precisam esmagar ninguém para existir.
- Quem tem competência deixa o trabalho falar.
- Quem tem caráter não precisa humilhar.
- Quem possui luz própria não tenta apagar o brilho alheio.
- Atenção momentânea pode ser conquistada no grito.
Mas respeito verdadeiro só nasce através do equilíbrio, da humildade e da dignidade.
E talvez esteja na hora da sociedade parar de admirar pessoas que ferem os outros apenas porque falam alto.
Pois o pior de tudo é que estas pessoas saem impunes
Pois a sensação de impunidade é, sem dúvida, um dos aspectos mais frustrantes e dolorosos quando se trata de injustiças, crimes ou até corrupção.
Conteúdo orientado pela Dra. Ana Claudia Segantine
Quem é a Dra. Ana Claudia Segantine
A reflexão apresentada nesta matéria é baseada no trabalho da psicanalista e Mestra em Biociência
Ana Claudia de Laet Segantine, profissional que atua nas áreas de Neurociência, depressão, TDAH, TAG, TEPT, dependência química e saúde emocional. Seu trabalho é marcado pelo acolhimento, orientação e cuidado humanizado.
Instagram: @anaclaudiadelaetsegantine
TikTok: ANA CLAUDIA DE LAET SEGANTINE
Contato profissional: (62) 98244-0724
Por Gildo Ribeiro
Editoria Especial Comportamento de todos nós – 2026
Redação Portal 7Minutos
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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