PEDRO CANEDO:
Uma HISTÓRIA que ANÁPOLIS precisa apresentar ÀS NOVAS GERAÇÕES
Médico, ex-deputado estadual, deputado federal constituinte e representante de Goiás em diferentes legislaturas, Pedro Canedo pertence a uma geração da política anapolina cuja trajetória atravessou momentos decisivos da história brasileira.
Décadas depois, seu nome volta ao debate público — e conhecer o que efetivamente fez é fundamental para que as novas gerações formem sua própria opinião.
Há nomes que uma geração conhece de memória, mas que precisam ser reapresentados à geração seguinte.
Em Anápolis, Pedro Chaves Canedo é um deles.
Para muitos eleitores que acompanharam a política goiana nas décadas de 1980, 1990 e 2000, falar em Pedro Canedo significa recordar campanhas, mandatos, medicina, Brasília e uma longa relação com Anápolis.
Mas existe hoje uma geração formada pelos filhos — e até pelos netos — daqueles eleitores que talvez conheça pouco dessa história.
E é justamente por isso que vale voltar algumas décadas no tempo.
ANAPOLINO DE NASCIMENTO
Pedro Chaves Canedo nasceu em Anápolis, em 20 de junho de 1949.
Antes de construir sua carreira política, construiu uma trajetória profissional ligada à medicina. Formou-se pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1973, realizou residência médica na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e trabalhou como médico-chefe da Clínica Oftalmológica da Policlínica Militar.
Depois, voltou para Anápolis.
Na cidade, tornou-se diretor-presidente da Clínica de Olhos Santa Luzia e presidiu a regional anapolina da Associação Médica de Goiás.
Curiosamente, sua biografia oficial registra ainda uma passagem pela comunicação: em 1963, trabalhou como sonoplasta da Rádio Imprensa, em Anápolis.
A própria Câmara dos Deputados registra essa trajetória profissional.
DA MEDICINA PARA A POLÍTICA
A entrada de Pedro Canedo no Legislativo ocorreu em Goiás.
Foi deputado estadual entre 1983 e 1987, integrando a 10ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Goiás.
Em 1985, disputou também a Prefeitura de Anápolis, mas não venceu aquela eleição.
Dois anos depois, começaria o capítulo de maior dimensão histórica de sua vida pública.
Pedro Canedo chegou a Brasília justamente quando o Brasil estava preparando uma nova Constituição.
PEDRO CANEDO FOI CONSTITUINTE
Esse talvez seja um dos fatos que as novas gerações de Anápolis menos conheçam.
Pedro Canedo integrou a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988.
Seu nome consta oficialmente entre os deputados constituintes responsáveis pelo processo que resultou na Constituição promulgada em 5 de outubro de 1988.
E sua participação não foi meramente protocolar.
Segundo registro da Assembleia Legislativa de Goiás, Pedro Canedo foi vice-presidente da Subcomissão de Educação, Cultura e Esportes e participou também da Subcomissão de Saúde, Seguridade e Meio Ambiente, além de atividades relacionadas às áreas de Família, Ciência e Tecnologia e Comunicação.
Para um médico que havia saído de Anápolis para representar Goiás em Brasília, a saúde naturalmente ocupou espaço importante em sua atuação.
Há registros históricos da própria Câmara mostrando Pedro Canedo participando das discussões sobre o modelo de saúde que estava sendo construído na Constituinte.
Em maio de 1988, durante os debates que antecederam a definição constitucional da saúde brasileira, Pedro Canedo defendeu a qualidade da assistência prestada pelo poder público e a participação da iniciativa privada na assistência à saúde.
Pouco depois, a Constituição estabeleceria, em seu artigo 196, um dos princípios mais conhecidos da Carta brasileira:
- a saúde como direito de todos e dever do Estado.
A Constituição também estabeleceu as bases constitucionais do Sistema Único de Saúde.
É importante fazer uma distinção histórica: seria exagerado atribuir a criação do SUS isoladamente a qualquer parlamentar.
A Constituição foi resultado de um enorme processo coletivo.
O fato documentado é que Pedro Canedo estava entre os constituintes que participaram diretamente das discussões da área da saúde naquele momento decisivo.
UMA EMENDA SOBRE UM TEMA QUE CONTINUA ATUAL
Outro registro histórico merece atenção.
Documentos do Senado referentes à Assembleia Constituinte registram uma emenda de Pedro Canedo relacionada à proibição da comercialização de órgãos, sangue e outras substâncias humanas.
A matéria fez parte das discussões que culminaram na regra constitucional que veda a comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas.
É um exemplo concreto de como discussões parlamentares ocorridas há quase quatro décadas continuam repercutindo na legislação e na sociedade brasileira.
OS MANDATOS EM BRASÍLIA
A passagem de Pedro Canedo pela Câmara não terminou na Constituinte.
Os registros oficiais da Câmara apontam os seguintes períodos:
- 1987–1991 — deputado federal constituinte;
- 1995–1999 — deputado federal;
- 1999–2003 — deputado federal;
e novas passagens pela Câmara, como suplente, durante a legislatura 2003–2007.
Portanto, é mais preciso dizer que Pedro Canedo foi eleito para três períodos na Câmara e posteriormente voltou ao exercício parlamentar como suplente, em diferentes intervalos.
E os registros disponíveis dos últimos anos de sua passagem pelo Congresso revelam atividade legislativa significativa.
Somente em 2005, por exemplo, a Câmara registra 196 propostas de sua autoria, nove matérias relatadas, 80 votações nominais e 39 discursos em plenário.
São números que ajudam as novas gerações a dimensionar uma carreira parlamentar construída muito antes da atual era das redes sociais.
ANÁPOLIS DENTRO DO ORÇAMENTO FEDERAL
Também existem documentos que demonstram Pedro Canedo apresentando emendas destinadas diretamente a Anápolis.
Nos registros orçamentários da Câmara referentes ao Orçamento de 2002 aparece, por exemplo, emenda de Pedro Canedo destinando R$ 200 mil para a construção de viaduto de acesso ao DAIA, na BR-060, além de R$ 500 mil para implantação de parque florestal em Anápolis.
Esses documentos são especialmente importantes porque permitem separar memória política de registro oficial.
O Distrito Agroindustrial de Anápolis — DAIA não é obra de um único político ou de uma única administração.
Seu desenvolvimento atravessa décadas e diferentes governos.
O que os documentos permitem afirmar é que Pedro Canedo atuou parlamentarmente em demandas relacionadas à infraestrutura de acesso ao distrito e a outros projetos destinados ao município.
É assim que uma trajetória pública deve ser reconstruída: documento por documento.
A RUBRA TAMBÉM FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA
A relação de Pedro Canedo com Anápolis ultrapassou os gabinetes.
A Câmara dos Deputados e a Alego registram sua participação no Conselho Deliberativo da Associação Atlética Anapolina, instituição profundamente ligada à identidade esportiva da cidade.
Pedro Canedo presidiu o Conselho Deliberativo da Rubra entre 1985 e 1990.
Para quem conhece Anápolis, sabe-se que falar da Anapolina é falar de muito mais do que futebol.
É falar de memória, paixão e identidade local.
UMA HISTÓRIA QUE OS MAIS JOVENS TALVEZ NÃO CONHEÇAM
Talvez esteja exatamente aí o aspecto mais interessante da trajetória de Pedro Canedo em 2026.
O eleitorado mudou.
- O jovem que hoje vota pela primeira ou segunda vez não viveu a Assembleia Constituinte.
- Não acompanhou os debates de 1988.
- Não assistiu aos antigos programas eleitorais.
- Não acompanhou Brasília nos anos 1990.
- E provavelmente não se lembra das disputas políticas que mobilizavam Anápolis naquela época.
- Mas seus pais e avós viveram tudo isso.
Por isso, reapresentar Pedro Canedo às novas gerações não significa pedir que o eleitor aceite uma memória pronta.
Significa oferecer fatos para que cada cidadão possa conhecer essa história e fazer sua própria avaliação.
QUANDO O PASSADO ENCONTRA 2026
Pedro Canedo chega ao debate político contemporâneo carregando algo impossível de fabricar em uma campanha eleitoral: uma trajetória pública que pode ser consultada nos arquivos oficiais do país.
- Há registros na Câmara dos Deputados.
- Há registros na Assembleia Legislativa de Goiás.
- Há documentos da Assembleia Nacional Constituinte.
- Há discursos.
- Há emendas.
- Há votações.
- Há uma vida profissional ligada à medicina.
E há, atravessando todas essas décadas, uma ligação permanente com Anápolis.
Em uma eleição marcada pela velocidade das redes sociais, vídeos de poucos segundos e candidatos que precisam apresentar rapidamente suas credenciais, a história de Pedro Canedo propõe uma pergunta diferente:
- O que as novas gerações de Anápolis sabem sobre aqueles que já representaram a cidade em Brasília?
- Antes de responder nas urnas, vale conhecer os documentos.
- Porque democracia também é memória.
- E independentemente da escolha eleitoral de cada cidadão, conhecer quem participou da história política de Anápolis ajuda a compreender a própria história da cidade.
Pedro Canedo não começa sua história política em 2026.
Ela começou décadas atrás, passou pela Assembleia Legislativa, chegou à Assembleia Nacional Constituinte e atravessou diferentes legislaturas da Câmara dos Deputados.
Agora, cabe às novas gerações conhecer essa trajetória, confrontar passado, propostas atuais e expectativas para o futuro — e formar livremente sua própria decisão.
Por Gildo Ribeiro
Editoria de Política em Ano Eleitoral
Redação Portal 7Minutos — Anápolis
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
Siga o ‘ 7Minutos’ nas redes sociais
X (ex-Twitter)
Instagram
Facebook
Getter
Truth Social




