CASO MASTER chega ao PLENÁRIO:
MENDONÇA libera JULGAMENTO sobre RELATÓRIO que atinge o CORAÇÃO DO STF
Ministro coloca o caso em condições de ser analisado pelos demais integrantes da Corte; mensagens de Vorcaro, questionamentos da PGR e a validade das provas estarão no centro da disputa.
O Caso Banco Master acaba de atravessar uma nova fronteira.
Depois de semanas de mensagens reveladas, relatórios da Polícia Federal, acusações cruzadas e questionamentos sobre a própria investigação, o ministro André Mendonça liberou para julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal o processo relacionado ao relatório da PF que expôs comunicações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Agora, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir quando o assunto será colocado em julgamento.
NÃO É MAIS UMA DISPUTA DE GABINETES
A importância dessa decisão vai muito além do Banco Master.
O relatório policial reúne 52 mensagens atribuídas a comunicações entre Vorcaro e Moraes, produzidas no período que antecedeu a prisão do então banqueiro.
Entre os conteúdos já divulgados está a pergunta enviada por Vorcaro sobre a possibilidade de precisar deixar o país antes da operação policial.
A existência dessas mensagens, é importante ressaltar, não comprova que Moraes tenha avisado Vorcaro sobre a operação ou cometido qualquer irregularidade.
Parte das respostas não foi recuperada, e o significado jurídico das comunicações permanece sob discussão.
Mas agora o debate muda de tamanho.
Em vez de ficar restrito às decisões individuais de Mendonça, às manifestações de Moraes e às contestações da PGR, o material poderá ser colocado diante do colegiado do Supremo.
A BATALHA SOBRE AS PROVAS
Uma das questões mais importantes será justamente a validade do relatório.
O procurador-geral Paulo Gonet já pediu a nulidade de parte da apuração, questionando a forma como determinadas diligências foram ordenadas.
A PGR também passou a examinar se houve interferência externa na elaboração do documento policial.
Em sentido contrário, representantes dos delegados da PF sustentam que os investigadores simplesmente cumpriram uma ordem judicial de André Mendonça e chegaram a pedir que Gonet se declare impedido nos procedimentos em que seu próprio nome aparece.
Ou seja: o STF poderá ter diante de si uma situação excepcional — discutir não apenas o conteúdo das provas, mas quem tinha autoridade para produzi-las e investigá-las.
E O ICLOUD DE “SICÁRIO”?
O 7Minutos acompanha essa pergunta desde o início.
André Mendonça determinou a preservação e posteriormente autorizou o acesso ao iCloud de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, personagem apontado nas investigações como alguém próximo de Vorcaro.
Até esta atualização de 6 de setembro, entretanto, não há divulgação jornalística confiável de um novo conjunto de arquivos identificado expressamente como proveniente desse iCloud.
Essa distinção é fundamental: boa parte do material explosivo revelado nas últimas semanas veio do telefone de Vorcaro, de relatórios policiais, depoimentos e outras fontes, e não necessariamente da nuvem de Sicário.
AGORA, OS HOLOFOTES ESTÃO SOBRE O PLENÁRIO
Fachin ainda precisa marcar a data.
Quando isso acontecer, o Caso Master poderá viver um de seus momentos mais importantes:
- os próprios ministros do Supremo terão de enfrentar institucionalmente uma controvérsia que alcançou integrantes da Corte, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.
O julgamento poderá definir o destino das provas, estabelecer os limites das investigações e indicar quais apurações poderão continuar.
E permanece a pergunta que atravessa todo esse caso:
se dezenas de mensagens e documentos já provocaram tamanho terremoto institucional, o que ainda falta aparecer?
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
O Portal 7Minutos deseja a todos um bom dia pic.twitter.com/76cDh70cEI
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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