é inconcebível e inacreditável
Heleno diz que apreensão de celular de Bolsonaro seria ‘interferência inadmissível’
E que poderá ter 'consequências imprevisíveis'. Ao comentar pedido apresentado por parlamentares da oposição, ministro afirmou que há uma tentativa de 'comprometer a harmonia entre os poderes'
BRASÍLIA — O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, afirmou nesta sexta-feira que apreender o celular do presidente Jair Bolsonaro seria uma
“afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e interferência inadmissível de outro Poder” e que “poderá ter consequências imprevisíveis”.
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, um pedido apresentado por parlamentares de oposição de apreensão do celular de Bolsonaro.
Em nota, Heleno afirmou que
“o pedido de apreensão do celular do presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável”. O ministro fez um “alerta” para autoridades de outros Poderes de que “tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.
Em um dos pedidos enviado por Celso à PGR, deputados do PSB, PDT e PV pedem a apreensão dos telefones de Bolsonaro, de seu filho Carlos Bolsonaro e da deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Outra representação foi feita pelo PT solicitando a apreensão do celular do ex-ministro Moro.
Como é de praxe, quando “uma notícia-crime” é apresentada por qualquer cidadão, o caso é remetido para análise do Ministério Público Federal, a quem compete decidir se os fatos narrados devem ou não ser investigados.
Em seu despacho, o ministro Celso de Mello cita essa competência legal do MPF, mas ressalta da importância de se investigar denúncias sejam elas feitas por quem quer que seja.
Na iminência de deixar o STF, o ministro Celso de Melo, o decano, ultrapassou todos os limites constitucionais ao pedir a apreensão do telefone do Presidente da República. Diante deste crime do STF, as Forças Armadas tem o dever de acionar o artigo 142, mesmo que pontualmente.
— Oswaldo Eustáquio (@oswaldojor) May 22, 2020
Leia nota de Augusto Heleno na íntegra:
Nota à Nação Brasileira. pic.twitter.com/aykS99h49K
— General Heleno (@gen_heleno) May 22, 2020
“O pedido de apreensão do celular do presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável.
Case se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País.
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional.”
By Daniel Gullino
Link original da matéria:
https://oglobo.globo.com/brasil/heleno-diz-que-apreensao-de-celular-de-bolsonaro-seria-interferencia-inadmissivel-que-podera-ter-consequencias-imprevisiveis-24441031
Nas redes sociais a gritaria começou com força
Isso vai dar merda https://t.co/tXtYiMsRja
— Eni Aquino (@ENIAQUINO) May 22, 2020
https://twitter.com/Carol_TMenezes/status/1263918169187631104
Estava lendo aqui a Lei de Segurança Nacional e achei o seguinte artigo bem interessante:
Art. 18 – Tentar impedir, com emprego de violência ou GRAVE AMEAÇA, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados.
Pena: reclusão, de 2 a 6 anos.
C/c: a PGR; o STF.
— Carter🥋 (@essediafoilouco) May 22, 2020
https://twitter.com/leandroruschel/status/1263918423194710016
Estão tratando nosso Presidente como um ser qualquer, não é possível que o STF pode mandar mais que um Presidente só pode ser piada com os 57 milhões de brasileiros#HelenoJaTaNaHora pic.twitter.com/dGjFZiWAx5
— Sertanejo Na Certa (@Sertanejonacert) May 22, 2020
https://twitter.com/OsvladPereira/status/1263924560178577408
O ministro Augusto Heleno, do GSI, durante evento no Palácio do Planalto Foto: Jorge William/Agência O Globo/01-04-2020[/caption]



