Caso Henry
Câmara do Rio desliga Dr. Jairinho de Comissão de Justiça
Mãe de Henry Borel foi diagnosticada com a doença nesta segunda-feira
O vereador Jairo Souza Santos Jr., o Dr. Jairinho, suspeito da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, foi desligado da Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A decisão, do presidente da Casa, Carlo Caiado, foi publicada na edição desta segunda-feira (19) do Diário Oficial da Câmara.
A justificativa usada por Caiado para desligar o parlamentar foi a expulsão de Dr. Jairinho dos quadros do Partido Solidariedade (SD). Jairinho foi expulso do SD depois de ter sido preso pela Polícia Civil, há duas semanas, suspeito de matar seu enteado, o menino Henry, no início de março. Outra suspeita da morte, a mãe da criança, Monique Medeiros, namorada do parlamentar, também foi presa.
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Caso Henry: Polícia diz ter provas suficientes para concluir inquérito e afirma não haver indícios de que Monique era agredida por Jairinho
Em entrevista à CBN, o delegado-chefe do Departamento de Polícia da Capital, Antenor Lopes, explicou que a equipe decidirá até esta terça (20) se convocará a mãe do menino para depor antes de concluir o inquérito.
A Polícia Civil do RJ já tem provas suficientes para concluir o inquérito da morte do menino Henry Borel, independentemente de um novo depoimento da mãe do garoto, a professora Monique Medeiros.
Em entrevista nesta segunda-feira (19) à rádio CBN, o delegado-chefe do Departamento de Polícia da Capital, Antenor Lopes, afirmou que ainda não surgiram indícios de que Monique era agredida ou ameaçada pelo namorado, o vereador carioca Dr. Jairinho (sem partido). Ambos estão presos pela morte de Henry desde o dia 8 deste mês.
“A versão dela [Monique] era para proteger o companheiro, Jairinho, inclusive pedindo para a babá apagar as mensagens que indicavam as agressões ao menino no dia 12 de fevereiro”, disse Antenor.
Antenor disse que a polícia ainda não definiu se ouvirá Monique novamente antes da conclusão do inquérito — como pediram os novos advogados da professora.
“Essa decisão vai ser tomada até terça-feira (20) pelo delegado Henrique Damasceno [titular da 16ª DP], afirmou o chefe de Polícia.
“A defesa fez essa solicitação agora. Houve uma mudança de advogados e uma mudança de estratégia. Eles provavelmente estão vindo com a tese de que Monique vinha sendo intimidada. Até o presente momento, não encontramos nenhum indício que ela estivesse sendo ameaçada pelo companheiro”, emendou Antenor.
Antenor também disse que houve clara “manipulação” do depoimento da babá, Thayná Ferreira, ao contrário do que poderia ocorrer com Monique em um novo depoimento.
“Nos mandados de apreensão dos telefones celulares, encontramos mensagens angustiadas da babá que mostravam que o menino foi levado para o quarto no dia 12 de fevereiro. Estava havendo claramente uma manipulação para que a testemunha mentisse”, afirmou o delegado.
“Nesse caso, era indispensável que a testemunha fosse ouvida novamente, porque a própria estava cometendo um crime de falso testemunho. Ela pôde se reparar, e assim foi feito. É bem diferente da situação da Monique”, explicou Antenor.
Interferência seria ‘catastrófica’
Antenor acrescentou que seria “catastrófico” se Jairinho tivesse conseguido um atestado de óbito de Henry sem que o corpo fosse periciado no IML.
Segundo Antenor, a perícia médico-legal mostrou que Henry não foi vítima de um acidente doméstico, “mas sim que foi vítima de um homicídio”.
Em depoimento, um alto executivo da área da saúde afirmou que recebeu mensagens do vereador durante a madrugada de 8 de março. O contato teria sido feito pouco mais de uma hora após Jairinho chegar com a namorada, Monique Medeiros, mãe do garoto, e a criança — já morta — ao Hospital Barra D’Or.
De acordo com informações obtidas , Dr. Jairinho diz, em uma das mensagens, que precisava de “um favor”. “Agiliza. Ou eu agilizo o óbito. E a gente vira essa página hoje”.
Link original da matéria:
https://agoranoticiasbrasil.com.br/caso-henry-policia-diz-ter-provas-suficientes-para-concluir-inquerito-e-afirma-nao-haver-indicios-de-que-monique-era-agredida-por-jairinho/
Atualização 20 ABRIL :
Com Covid-19, Monique é isolada em hospital penitenciário
Mãe de Henry Borel foi diagnosticada com a doença nesta segunda-feira
Nesta segunda-feira (19), Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, foi diagnosticada com Covid-19, de acordo com informações da TV Globo.
Presa no Instituto Penal Ismael Silveiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Monique pediu atendimento médico e foi para o Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho. Na unidade de saúde, ela fez exames, e a doença foi confirmada.
Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde dela.
A mãe de Henry ficará em isolamento no hospital.
Monique e o namorado, Dr. Jairinho, foram detidos no dia 8 de abril, pela morte do menino.
Vereador é suspeito de matar o enteado, Henry Borel, de 4 anos Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro[/caption]
Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em fotos feitas no ingresso do casal no sistema penitenciário — Foto: Reproduçã[/caption]
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Monique Medeiros diagnosticada com covid . Foto: Agência O Globo/Brenno Carvalho[/caption]



