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Além da norma: o desafio de transformar regras de segurança em comportamento real

Com 3.722 dias sem acidentes em um de seus setores, o Teuto aposta em diálogo e liderança para superar a situação global e adaptar normas de segurança em atitudes no dia a dia

No ambiente industrial, especialmente no setor farmacêutico, ter normas rigorosas é importante, mas não é garantia de proteção.

O grande desafio das empresas hoje é fazer com que essas regras sejam aplicadas na rotina dos trabalhadores.

Afinal, de que adianta um procedimento tecnicamente perfeito se ele é ignorado ou relativizado no momento da execução?

De acordo com Renato Teles dos Anjos, coordenador de Saúde e Segurança do Trabalho no Laboratório Teuto, os acidentes de trabalho estão, em sua maioria, associados a atitudes e falhas na execução de atividades operacionais.

Isso pode acontecer especialmente em rotinas que envolvem operação e manuseio de materiais específicos da área, como no caso de produções de medicamentos, resume.

Segundo ele, os principais fatores de risco são: o não cumprimento de procedimentos, baixa percepção de risco em atividades rotineiras e exposição irregular a agentes químicos, que fazem parte do próprio ambiente produtivo.

De forma geral, os acidentes não estão ligados apenas à complexidade dos processos, mas à forma como as atividades são executadas no dia a dia, o que reforça a importância da conduta segura, ressalta.

Mas como se chega ao ambiente de trabalho seguro?

De acordo com Renato, a estratégia precisa combinar ferramentas de gestão com engajamento humano.

A empresa deve atuar de forma estruturada no engajamento dos colaboradores, com foco em treinamentos obrigatórios e específicos por função, realizados desde a integração de novos colaboradores até capacitações periódicas, sempre alinhadas às exigências legais e às normas regulamentadoras (NR), orienta.

O diferencial de uma empresa, segundo ele, está no papel da liderança setorial.

Um dos principais direcionadores desse processo é o trabalho junto à liderança, que deve ser desenvolvida para atuar de forma mais próxima das equipes, reforçando a percepção de risco, o cumprimento de procedimentos e o exemplo prático em campo, explica.

Segurança padrão Teuto

Renato destaca que, apesar dos desafios comportamentais, é possível construir uma cultura sólida de prevenção. No Teuto, por exemplo, os indicadores de segurança mostram resultados significativos.

A análise dos dias sem acidentes com afastamento revela um cenário positivo e consistente em diversas áreas da operação.

O coordenador revela que entre os setores da indústria, destacam-se Meio Ambiente, com 3.722 dias sem acidente com afastamento, o

Departamento de Desenvolvimento Técnico – DDT (2.904 dias), Expedição (1.986 dias) e Garantia da Qualidade (1.537 dias).

Segundo Renato, esses números refletem a solidez das práticas preventivas e a maturidade da cultura de segurança.

São períodos prolongados sem acidentes em diferentes áreas, o que reforça a capacidade da organização de sustentar padrões elevados de segurança e retomar rapidamente sua estabilidade operacional, afirma.

No dia a dia, duas ferramentas se destacam: os Diálogos Semanais de Segurança (DSS), como ferramenta prática para discussão de riscos das atividades, e o Índice de Atividades Seguras (IAS), que são conferidos pela equipe de segurança do trabalho e estimula a participação das equipes na identificação e tratamento de desvios.

As orientações repassadas aos trabalhadores são direcionadas principalmente à identificação de riscos, adoção de medidas de controle, cumprimento de procedimentos e uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), fortalecendo uma atuação preventiva e integrada à rotina operacional, orienta.

A cultura de segurança no Teuto, de acordo com Renato, vem sendo fortalecida de forma estruturada, com foco na evolução contínua dos comportamentos no dia a dia.

Atualmente, essa consolidação é acompanhada por meio de indicadores como a participação nos DDS, a qualidade das análises de risco, os registros de desvios e quase-acidentes e a evolução do IAS, revela.

Com sua experiência no Teuto,

Renato reforça que adaptar normas de segurança não é uma questão de fiscalização para punir, mas para preservar o colaborador no ambiente de trabalho.

É um trabalho paciente de diálogo, exemplo, medição constante e, acima de tudo, de fazer com que a segurança deixe de ser um departamento isolado para se tornar parte do ritmo normal da indústria, conclui.

 

 

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos

 

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Segurança padrão Teuto
Na Teuto…O diferencial da empresa,  está no papel da liderança setorial.
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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