Golpe descoberto ou apenas um conto

A toga e a baioneta: O plano abortado para afastar Bolsonaro

È assim que eu vejo essa situação."emendando: "não é normal nessa reforma ministerial trocar os três comandantes de Forças Armadas sem uma razão, uma explicação, uma informação para a sociedade"

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Bolsonaro bem alertado sabe que golpes militares tradicionais se tornaram impraticáveis para remover um presidente da República, no Brasil e fora dele.

Antes de escrever sobre o imbróglio acontecido nas últimas 48 horas no setor militar do governo
federal, aguardei certos pronunciamentos ocorridos ontem, sobretudo o do gal. Santos Crus, na
CNN, a verificar a temperatura interna na cúpula das Forças Armadas, a modo de sentir o
teor da conversa que tive no meio da tarde de 30 março, a respeito dos bastidores da decisão
presidencial em passar o rodo no alvorada, procedia.

Foi esta conversa que motivou meu post, imediatamente abaixo,que causou intensas coceiras nos
pouquíssimos que me seguem.

Contudo, antes de deitar a s linhas, algumas explanações são necessárias, focalizando
acontecimentos pretéritos e seus magníficos.

O primeiro deles situo na segunda derrubada de Getúlio Vargas em 1954, motivando seu suicídio
físico e sua entronização histórica

Antes, singular foi a manifestação do gal Santos Cruz à CNN, ao afirmar, a respeito dos
ministros exonerados por Bolsonaro, sobretudo do ex-Ministro da Defessa Azevedo e Silva:

” Os comandantes não fazem parte dessa camada política, são de dentro das instituições
com quase 50 anos de serviço, em todos os níveis hierárquicos que passaram e escolhidos entre
os melhores. Esse tipo de saída testas os e selecionados é uma falta de consideração pessoal,
institucional, funcional, desrespeito e ofensas ás Forças Armadas .

È assim que eu vejo essa situação.”emendando: “não é normal nessa reforma ministerial trocar
os três comandantes de Forças Armadas sem uma razão, uma explicaçã, uma informação para a
sociedade”.

Em seguida, Santos Cruz reafirmou pela unidade das Forças Armadas,definindo-a como
inquebrantável.

Não é vem assim, sobretudo do ponto de vista histórico…

Pois bem . Às duas horas da madrugada daquele fatídico 24 de agosto de 1954. Vargas abriu uma
reunião ministerial de emergência, dada a crise causada pelo assassinato, no meio da Rua
Toneleiros, na porta do ainda Jornalista Carlos Lacerda ( depois governador da Guanabara,
pivô do suicídio de Vargas, bem como da renúncia de Jânio Quadrados e da deposição de João
Goulart, em 1964),do Major Vaz da Aeronáutica, segurança pessoal de Lacerda.

Eclodida a crise, com todos os dedos apontando para Getúlio, com Lacerda, apelidado’Corvo’,
descendo a lenha em Vargas em seu Jornal, o ‘Tribuna da Imprensa,’ compareceram todos os
titulares das pastas, exceto o ministro Vicente Ráo, das relações Exteriores.

Estavam presentes no salão de banquetes do segundo andar do Catete, tendo início a histórica
reunião ministerial presidida por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio:
Alzira Vargas do Amaral Peixoto: os ministros Oswaldo Aranha, da Fazenda: Guillobel, da
Marinha; Epaminondas, da Aeronáutica, Apolônio Sales, da Agricultura; o chefe do Estado-
Maior das Forças Armadas, marechal Mascarenha de Moraes( chamado pessoal e especialmente por
Vargas): Hugo de Faria, interino do Trabalho; José Américo de Almeida, da Viação e Obras;
Mario Pinotti, da Saúde; Edgar Santos, da Educação e Cultura, Zenóbio da Costa,da Guerra; e
Tancredo Neves, da Justiça.

Da segunda fileira de apoio, compareceram o governado da Guanabara, Ernani do Amaral Peixoto;
Maneco Vargas; Jango Goulart, Benjamin Vargas; os deputados: Danton Coelho, Euclydes Aranha e
Augusto do Amaral Peixoto, vice-líder do governo, além do general Caiado de Castro, chefe do
Gabinete Militar e Lourival Fontes, chefe do Gabinete Civil.

Na verdade, todos os civis presentes nada contavam em termos decisórios naquela reunião, pois
que seu papel era o de menos ouvintes, tanto que Vargas, um animal político por excelência,
abriu a reunião expondo a situação crítica e lo a seguir, concedeu a palavra aos ministros
militares, sabedor que o fiel da agulha, apontando se o seu governo continuaria ou não,
pendia nas casernas.

O primeiro a falar foi o marechal Mascarenhas de Moraes, que informou a Vargas ter se reunido
durante a tarde de 23 de agosto com os três chefes de estado-maior, relatando que a situação
nas três Forças Armadas era crítica, pois a Aeronáutica, liderada pelo brigadeiro Eduardo |
Gomes , sugeria a renúncia presidencial, o mesmo ocorrendo na Marinha, liderada pelo
ministro da Marinha, almirante Renato Guillobel, afirmando que seus almirantes desejavam a
renúncia presidencial, permanecendo todos em prontidão.

Guillobel, da Marinha, escreveu em seu livro de memórias, a respeito daquela reunião que
decidiu os destinos de Vargas e do Brasil:

” Chegada minha vez, disse-lhes mais ou menos textualmente:

Presidente, a Marinha não vai se rebelar contra o Governo nem vai sair à rua para isso; até
agora se mantém dentro da disciplina e da ordem.
Mas devo dizer lealmente a V. Exa, que embora eu esteja decidindo a acompanha lo na decisão
que tomar, a maioria dos Chefes da Marinha estão contra o Governo e não o desejo iludir.

A seguir, tomou a palavra o Ministro da Guerra, que disse que não poderia agir por que a
marinha estava revoltada, era mais uma falsidade.

Isso me indignou e eu levantei-me para protestar e dizer ao Presidente: “A verdade Senhor
Presidente, é que mais uma vez V.Exa. está sendo traído por seus Generais.”

Tendo o Ministro da Guerra feito intenção de levantar-se, repeti minhas palavras ao
Presidente, mas a meu lado o Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Epaminondas Gomes dos
Santos, me puxava pelo dólmã para conter-me , gesto muito louvável, mas creio que
desnecessário, porque eu não tinha nenhuma intenção de provocar qualquer conflito, nem
tampouco de retratar-me”.

A verdade é que também no Exército, apesar da liderança do general Zenóbio da Costa, ministro
da Guerra, os oficiais de postos menos elevados estavam sublevados, e que a fratura na
hierarquia e disciplina, a cola que mantém unida as Forças Armadas, era visível.

Portanto, quando Santos Cruz fala, agora em 2021, em “lideranças forte em todos os níveis de
comando que mantem unidas as Forças Armadas”, trata-se de um enorme blefe, de mera retórica,
sem sustentação fática, tanto pregressa, como atual, nenhuma.

Voltando, quando Vargas, naquela madrugada de 24 de Agosto de 1954, ouviu de seus três
ministros militares que as Forças Armadas estavam contra ele, soube quieto, ser inevitável a
sua queda, decidindo, mais quieto ainda, meter um projétil no peito para sair da vida e
entrar na História, deixando atrás de seu caixão, seguindo o funeral, 5 milhões de
brasileiros tomados pela fúria e pela consternação, abrindo uma crise de deslegitimação
política aliada a uma infiltração política aliada a uma infiltração crescente comunista nas
esferas de governo, nas universidades e na imprensa, que conduzia o 31 de março de 1964.

Fixada e guardada esta imagem no espelho do passado, o gal. Mourão, atual vice-presidente da
República, ao se referir aos seus companheiros de farda, de mesma idade e alta patente,
claramente diz que os homens de hoje não refletem o que foram os militares do passado,
daquele período.

Aquela geração de miliares brasileiros, que combateram, como tenentes e graduados oficiais, a
Guerra Civil-Militar Constitucionalista de 1932, que serviram e combateram na Itália,a II
Guerra Mundial; que no Brasil, depuseram em 1945 a Getúlio Vargas, pondo fim à mais cruel
ditadura da História do Brasil, iniciada em 1930; e que, como marechais (Castelo Branco e
Costa e Silva) e generais (Médici, Geisel e Figueredo), afastaram a ameaça concreta e
guerrilheira de comunização do Brasil a partir de 1964, não existem mais, não se encontrando
no oficialato brasileiro a mesma têmpera militar.

Já a geração de militares que iniciou carreira desde o inicio dos anos 1980, constituiu a
geração que Mourão definiu como sendo aquela que “por mais que faça, leva pedrada de todos os
lados”.

Pior. Não só as Forças Armadas brasileiras a partir de 1985, se acostumaram a apanhar dos
setores ressentidos da esquerda dominante nos meios da comunicação, como, de tanta detração,
pichados como torturadores, ignorantes e truculentos, os militares encistaram-se nos
quarteis, passando a se preocupar por competir por cargos de liderança, por melhores
salários, por postos de destaque, sendo certo não ter saído nenhum conflito, interno ou
externo, digno de nota que empenhasse as Forças Armadas.

Generais, almirantes e brigadeiros, inclusive Santos Cruz, tido durão, de bom grado bateram
continência para Lula, Dilma e Aldo Rebelo, comunista histórico, nomeado ministro da Defesa,
enquanto rolava os trabalhos unilaterais da ‘Comissão da Verdade’, enxovalhando, todo santo
dia, a imagem, já no chão das Forças Armadas, assim o fazendo sob o mantra de preservar a
instituição militar, mantendo-a longe da questão política e ideológica, em prol de sua
unidade, como se isso fosse possível, historicamente no Brasil…

Essa ‘doutrina’ foi quebrada pelo advento de Jair Messias Bolsonaro à presidência da
República, sendo de um capitão reformado afastado das casernas desde o inicio dos anos 1980,
após ter escrito um manifesto publicado  por ‘Veja’, protestando pelos baixos soldos pago à
tropa, pelo sucateamento das Forças Armadas, denunciando um plano deliberado de
enfraquecimento da instituição militar, sendo processado administrativa e militarmente, e
punido por insubordinação.

Iniciando carreira política na vereança do Rio de Janeiro, depois deputado federal, Bolsonaro
passou 28 anos defendendo as Forças Armadas dos assaques das forças comunistas e de esquerda
encasteladas dentro do Congresso Nacional, isolando-se sem receber nenhum apoio dos comandos
militares, que dele queriam mais é distância, a não contaminar, com suas opiniões, a
‘doutrina de distanciamento das Forças Armadas’, atrapalhando a carreira desde e aquele se o
vissem com Bolsonaro..

Isso até o 6 de setembro de 2018, quando os militares se sentiram atingidos pela tentativa do
assassinato do candidato saído da fileiras militares, vislumbrando poderem retornar ao poder
ela via democrática, incrementando as ambições de melhores cargos, salários, visibilidade e
resgatem a imagem das Forças Armadas.

Foi nesse clima que o gal. Villas Boas, a seguir do 7 de setembro de 2018, conteve os mais
exaltados numa reunião de emergência do Alto Comando, sem saber se Bolsonaro sobreviveria ou
não, vislumbrando a eleição, neste caso, de Haddad, do PT, o poste do Lula, e de quebra o
STF votando pela liberação de Lula, querendo a maioria marchar sobre Brasília, custasse o que
custasse, saindo o gal. Villas Boas com a novidade de nomear o gal. Azevedo e Silva, o
político, que antes servira no governo Collor, para o inusitado posto de “assessor
especial” do então presidente do STF, Dias Toffoli, manobrando dentro do STF para que não se
fizesse nenhuma besteira, enquanto se aguardava o restabelecimento de Bolsonaro.

Eleito Bolsonaro, nomeou gal.Santos Cruz para a secretaria do Governo e não demorou
para perceber que Santos Cruz mais preocupado estava em manter Bolsonaro longe das Forças
Armadas, a modo de preservar o ‘status quo ante’ da estrutura política brasileira, sempre
favorável à cômoda politica de encistamento das tropas e do oficialato, a modo de assegurar
privilégios para os altos escalões alinhados à velha política.

Exonerado do Cargo Santos Cruz, após pouco mais de 5 meses de atuação, Bolsonaro manteve o
gal. Azevedo e Silva no cargo de ministro da Defesa, tendo ele sido chefe do Estado Maior do
Exército e comandante da Brigada Paraquedista, antes de ir para a reserva.

Saiu de Azevedo e Silva os nomes dos comandantes do Exército, Edson Pujol; da Aeronáutica,
tenente-brigadeiro do Ar Antônio Carlos Bermudez; e da Marinha, almirante de Esquadra
Ilques Barbosa Júnior, confirmados por Bolsonaro à frete das três Forças, com o aval do
ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general da reserva Augusto Heleno,
fiel escudeiro de Bolsonaro.

Foi o gal. Augusto Heleno o primeiro que alertou Bolsonaro sobre Sergio Moro, então no
Ministério da Justiça e sobre Mauricio Valexo, homem de Moro, então na direação-geral da
Policia Federal (PF).

Ao público, o gal. Heleno disse então:

“Será que é interfirir na Polícia Federal quase que exigir e implorar a Sergio Moro que apure
quem mandou matar Jair Bolsonaro?

A Policia Federal de Sergio Moro mais se preocupou com Marielle do que com seu chefe
supremos.

Cobrei muito dele isso ai . Não inerferi”

Interferiu sim, evidente, mas é certo que o gal. Augusto Heleno, a partir de então,
colocou a PF e o SNI para trabalharem, sobretudo depois das sucessivas decisões do STF,
interferindo nas escolhas privativas do presidente da República, mandando Bolsonaro entregar
seu celular, instaurando inquérito contra o presidente da Republica a supostamente averiguar
de onde provinham as chamadas ” Fake News”.

Heleno, como um gato no escuro a procura do rato, sentiu que o STF, a cada dia, se sentia
mais e mais a vontade para atacar o presidente da Republica, não mais ocultando a sua firme
vontade de derruba lo, sobretudo no período em que o Botafogo da Lava-Jato,Rodrigo Maia,
presidia a Câmara dos Deputados e o Daniel Alcolumbre, outro pendurado no STF, presidia o
Senado Federal.

Qual não terá sido o espanto do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto
Heleno, quando recebeu um dossier quente do SNI, com conversas transcritas havidas entre o
Gal Azevedo e Silva e o atual presidente doSTF Luiz Fux, indagando este sobre a segurança
institucional (leia se atitude das Forças Armadas), em caso de confirmação pela segunda
turma do STF, da decisão do ministro Edson Fachim, que declarou Sergio Moro incompetente,
anulando o processo e de quebra, declarando Moro suspeito.

A razão da indagação tinha lá suas raízes:

Em 2017, o atual vice-presidente Antonio Hamilton Mourão, em uma palestra promovida pela
Maçonaria em Brasília, quando secretário de economia e finanças do Exército, defendeu de uma
forma aberta uma intervenção das Forças Armadas caso o judiciário ( STF) não retirasse da
vida pública “esses elementos envolvidos em todos os ilícitos”, caso contrário, o Exército
terá de impor isso”, afirmando que:

“há planejamentos muito bem feitos” sobre as Forças Armadas.

A resposta de Azevedo e Silva a Fux se deu no sentido e assegurar que as Forças Armadas se
manteriam distantes de qualquer confrontação entre os poderes da República, segundo os
preceitos que a Constituição Federal reservou para as Forças Armadas.

A partir deste sinal, partido de dentro do primeiro escalão do Poder Executivo Federal, deu
se mais um passo para a “via libera”, visas no poder o STF declarar Bolsonaro insano,
afastando-o da presidência da República.

Você, um dos poucos que me leem (caso nao seja o único ou a única que até aqui chegou), a
este ponto, diria que enloquei, pois que o STF não teria poder, sozinho, de afastar o
presidente da República.

È aí que eu diria: A nação que não conhece o seu passado, está condenada a repeti-lo .

Após o suicídio de Vargas, em 1954, assumiu o vice-presidente Café Filho, que se afastou,
assumindo Carlos Luz, enquanto presidente da Câmara dos Deputados, passando a ser acusando de
conspirar, contra a posse do presidente da República eleito, Juscelino Kubitsheck de
Oliveira.

Carlos Luz ficou 3 (três) dias no cargo de presidente da República, pois que de forma
perigosa, Carlos Luz foi declarado louco furioso na presidência da República e sob o
argumento de que o Brasil não aguentaria por mais tempo a maluquice de Carlos Luz, em 1955,
foi ele declarado “impedido” fora de um processo regular de impeachment, sem que se tratasse
de doença nenhuma, na verdade dando se um golpe de Estado fora o rito previsto.

Passado  66 anos do impedimento de Luz, a solução atual seria outra.

Golpes militares tradicionais se tornaram impraticáveis para remover um presidente da
República, no Brasil e fora dele.

Com isso, o impeachment se converteu no elemento de escolha do panorama político da América
Latina, pelo qual, a partir de 1992, diversos presidentes foram removidos do poder, seja
pela consumação do impeachment, por sua ameaça, ou por alguma outra forma de crise
institucional.

O fato é que maneiras de afastar um presidente da República não se limitam mais ao
Impeachment.

Ocorreram casos de renúncias impostas, como a do Presidente argentino Fernando De La Rúa, em
2001, e declarações de incapacidade mental, como foi a do Presidente do Equador Abdalá
Bucaram afastado em 1997.

A Constituição Brasileira prevê no artigo 79 que se:

“Substituirá o Presidente, no caso de
impedimento, e suceder-lhe- a, no de vaga, o Vice-Presidente”

Este “impedimento do art. 79, daCE, não se confunde com o de impeachment, pois abrange toda e
qualquer situação na qual o Presidente da República não pode, temporariamente, por qualquer
razão, exercer o cargo, aplicando-se aos casos de doença, e mesmo quando o presidente se
recusa a reconhecer sua situação de impedimento, serve de fundamento para legitimar
constitucionalmente o golpe.

E foi essa linha do golpe ensejado descoberta pelo gal. Augusto Heleno, pois que bastaria uma
provocação legislativa federal ao STF, para que declarasse Bolsonaro inapto para lidar com a
pandemia, para se invocar o art. 79, da CE, afastando Bolsonaro da Presidência da Republica,
colocando em seu lugar, o gal. Mourão, e em caso de renuncia desse, assumiria o alagoano
Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados Federais, tudo com o aval das Forças
Armadas, fiéis ao princípio da “não interferência”.

Considerar o STF legítimo para dar o golpe, sobretudo um STF que vem cada vema mais proferindo
decisões monocráticas, não seria demais prever a decisão de um único Ministro afastando de
um único Ministro afastando o Presidente da República.

E nem se diga que tal decisão ameaçaria o principio da separação de poderes, que, dentre nós,
já inexiste e faz tempo, até porque o STF interveio no impeachment de Dilma Roussef,
salvaguardando seus direitos políticos, embora impedida, agindo o ministro Ricardo
Lewandwski, á ocasião, contra disposição expressa da |Constituição Federal, cometendo então
um abuso de poder.

Segundo a minha fonte, que sempre preservarei, a exoneração de Azevedo e Silva foi polida,
mas seca, contando com o apoio sentido do decepcionado gal. Augusto Heleno e do gal. Walter
Souza Braga Neto, nomeado para a Defesa.

A demissão dos demais comandantes das Três Forças foi consequência direta da exoneração do
gal. Azevedo e Silva, pois que com ele alinhados, pouco importando se coniventes ou não com
ele.

Fato é que, ao final, abortou-se o plano de derrubar Bolsonaro por esta via, ao menos, por
enquanto.

Quanto às Forças Armadas, ao contrario que disse à imprensa o gal. Santos Cuz, a partir de
agora, estarão estas dívidas sim e serão expurgados os que se casaram com esta ideia
estapafúrdia.

Quanto ao STF, que coloque as barbas de molho…

Por fim minhas homenagens ao gal. Olímpio Mourão Filho que, 57 anos passados, de forma
isolada, sem avisar ninguém, civil ou militar, e há 30 dias da reserva, quieto , ordenou que
as tropas da 4a Divisão de Infantaria, sediadas em Juiz de Fora, sob o seu comando,
marchassem rumo ao Rio de Janeiro, tomando-o pela manhã, impedindo que o Brasil se tornasse
um pais ditatorial comunista aos moldes cubanos, em plena Guerra Fria, expondo-o a ser um
continental Vietnã tropical.

Muito o Brasil deve a ele e, sobretudo, ao marechal Castelo Branco, verdadeiro estadista, que
colocou o |Brasil nos trilhos da ordem e do progresso enquanto primeiro presidente da
Republica eleito pelo voto direto no período militar.

SALVE O 31 de março.

Paulo Emendabili Souza Barros de Carvalhosa.

Dia de Marte, 31 de março de 2021

104 da Revelação de Fátima;

89 da Revolução Constitucionalista.

By *PAULO EMENDABILI SOUZA BARROS DE CARVALHOSA

Cirurgião-Dentista graduado como Clínico Geral pela atual Universidade Metodista de São Bernardo do Campo (CRO/SP 36.941); Pós-graduando na I Turma de Harmonização Facial do IBOP – Instituto Braga de Odontologia e Pesquisa – São Paulo (SP)

87º ANO da Revolução Constitucionalista.
CONTATO: www.facebook.com/paolo.emendabilicarvalhosa

 

Link original da matéria:
https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/28341/a-toga-e-a-baioneta-o-plano-abortado-
para-afastar-bolsonaro

Personagens que fizeram  e fazem historia política neste  Brasil

Voltando, quando Vargas, naquela madrugada de 24 de Agosto de 1954, ouviu de seus três ministros militares que as Forças Armadas estavam contra ele, soube quieto, ser inevitável a sua queda. Forças armadas que mudaram a historia do brasil expulsando comunistas  em 1964

O famoso 20 dias que antecederam os acontecimentos de 31 de março de 1964

PAULO EMENDABILI SOUZA BARROS DE CARVALHOSA.   Cirurgião-Dentista

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