considerado aliado mais fiel

Patriota quer lançar Pazuello ao governo do Rio na chapa de Bolsonaro

Presidente do partido, Adilson Barroso, esteve nesta terça-feira no Palácio do Planalto

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NO PALANQUE - General Eduardo Pazuello, em 23 de maio: o regulamento do Exército proíbe participação em atos políticos – Fernando Frazão/Agência Brasil

Com a possível filiação do presidente Jair Bolsonaro ao Patriota, o partido estuda indicar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para concorrer ao governo do Rio de Janeiro na eleição de 2022 na chapa de Bolsonaro.

O presidente foi convidado oficialmente, nesta terça-feira, 1, no Palácio do Planalto, para entrar na legenda por Adilson Barroso, que comanda a sigla. VEJA apurou que, no encontro, a possibilidade de candidatura de Pazuello começou a ser debatida com o objetivo de construir uma aliança “100% bolsonarista” no estado.

Também nesta terça-feira, Pazuello foi agraciado por Bolsonaro.

O ex-ministro ganhou o cargo de secretário de Assuntos Estratégicos do presidente da República.

Além disso, Bolsonaro ainda pediu aplausos a Pazuello em um evento, no Ministério da Saúde, que marcou a assinatura de um acordo de transferência tecnológica com a farmacêutica AstraZeneca para a produção nacional do insumo necessário para a fabricação da vacina desenvolvida pela empresa com a Universidade de Oxford.

Nos últimos meses, Bolsonaro tem sinalizado uma aproximação ao atual governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que tentará a reeleição.

Bolsonaro, inclusive, participou da solenidade de filiação de Castro no PL na semana passada.

Nos bastidores, porém, aliados do presidente sempre afirmaram que ele não estaria totalmente decidido sobre a aliança. Castro era vice do ex-governador Wilson Witzel (PSC).

O ex-juiz federal sofreu impeachment por suspeita de corrupção. Witzel é ex-aliado de Bolsonaro. Os dois romperam depois que o ex-governador declarou publicamente ter a intenção de disputar a Presidência da República no ano que vem.

General do Exército, Pazuello é considerado um dos aliados mais fiéis de Bolsonaro.

O ex-ministro da Saúde depôs na CPI da Covid, no Senado. Ele compareceu em dois dias na comissão protegido por um habeas corpus que garantiu o direito ao silêncio para evitar incriminá-lo.

Senadores consideram que o militar usou o instrumento jurídico para mentir na tentativa de de obstruir a investigação. Pazuello e Bolsonaro apareceram pela última vez em público em 23 de maio, no Rio, em cima de um carro-de-som onde ambos discursaram para apoiadores que participaram de uma “motosseata”.

Os dois estavam sem máscara e provocaram aglomeração. O regulamento do Exército proíbe participação de militares em atos políticos.

Além de Pazuello, o Patriota tem a intenção de lançar, na mesma chapa de Bolsonaro e do ex-ministro, um outro general do Exército para concorrer ao Senado pelo Rio.

Em 2022, haverá apenas uma vaga por estado.

Castro, por sua vez, tem feito de tudo para que a aliança com o presidente possa se concretizar.

O governador tem nomeado bolsonaristas em cargos importantes.

Na recente troca de secretariado, por exemplo, Castro não mexeu nas secretarias da Polícia Civil e da Polícia Militar, cujos indicados tiveram o aval do clã Bolsonaro.

By: Cássio Bruno 

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