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Odilon Alves comenta no 7Minutos

Anápolis retoma fôlego cultural com feira itinerante no Galpão Skate Park

Evento deve reunir skate, break, rima, gastronomia junina e cultura urbana em um dos espaços mais simbólicos da cena alternativa da cidade

Anápolis se prepara para viver mais um momento de valorização da cultura urbana e da ocupação criativa dos espaços da cidade.

Após um período marcado por restrições ao entretenimento, à música ao vivo e às manifestações culturais, a realização de uma nova edição da feira itinerante no Galpão Skate Park surge como sinal de retomada e fortalecimento da cena local.

O evento, em um local criado e consolidado pelo professor Paulo Roberto Ribeiro Coutinho, está previsto para este mês de junho, mas ainda aguarda confirmação oficial de data e detalhes da programação completa.

A proposta, no entanto, já chama atenção por reunir diferentes públicos e linguagens em um mesmo espaço: famílias, jovens, artistas independentes, skatistas, MCs, dançarinos e moradores interessados em lazer, convivência e cultura. Veja a trajetória do extraordinário trabalho desenvolvido pelo professor Paulinho nas fotos e no final da matéria.

Super programação

A programação deve contar com batalhas de break, duelos de rima, competições de skate, apresentações culturais e barraquinhas típicas em clima de festa junina. A mistura traduz bem o espírito da iniciativa: aproximar tradição popular, cultura de rua e esporte em um ambiente aberto à comunidade.

O Galpão Skate Park tem forte ligação com a história dos esportes radicais em Anápolis. Segundo registros sobre o espaço, o local, idealizado, criado e fundado pelo professor de skate e patinação, Paulo Roberto Ribeiro Coutinho, existe desde a década de 1990 e se consolidou como ponto de encontro de praticantes de skate, patins e outras expressões da cultura urbana na cidade

Em 2019, por exemplo, o espaço recebeu competições de skate na modalidade mini ramp, reunindo atletas de Anápolis, Goiânia e Brasília, reforçando sua importância regional para a modalidade.
Arte e cultura

Além do esporte, o Galpão também tem sido utilizado para manifestações artísticas e culturais, incluindo encontros de poesia, rima e movimentos ligados ao hip-hop. Publicações anteriores citam a realização de edições do Slam Reexistir no local, com participação de poetas e apoio de coletivos ligados à cena do rap anapolino.

A proposta da feira itinerante dialoga com uma tendência cada vez mais presente em Anápolis: transformar espaços de convivência em ambientes de cultura, lazer e economia criativa.

Eventos semelhantes realizados em feiras e parques da cidade já têm reunido apresentações artísticas, comidas típicas, artesanato e comerciantes locais, como ocorreu na programação junina da Feira do Ipiranga, promovida com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Mais do que uma agenda de entretenimento, a iniciativa representa um movimento de reocupação cultural da cidade. Ao reunir skate, música, dança, gastronomia e convivência comunitária, a feira fortalece artistas locais, incentiva o comércio criativo e amplia o acesso da população a experiências culturais fora dos espaços tradicionais.

Para a cena anapolina, o evento também simboliza resistência e renovação. Em meio aos desafios enfrentados por produtores culturais, músicos, artistas de rua e esportistas urbanos, iniciativas como essa ajudam a manter viva a identidade cultural da cidade e reforçam a importância de espaços independentes para a formação de novos talentos.

Tudo começou com o Professor Paulinho

A história do Galpão Skate Park também se confunde com a trajetória extraordinária de Paulo Roberto Ribeiro Coutinho, professor, empreendedor e grande incentivador dos esportes urbanos em Goiás. Natural do Rio de Janeiro, Paulo Roberto transferiu sua residência para Anápolis e, ao longo dos anos, adotou a cidade como sua terra de coração.

Foi aqui que ele decidiu investir sua experiência, sua energia e sua visão de futuro em um projeto que se tornaria referência para gerações de atletas, alunos e apaixonados por patinação e skate.

Com atuação marcada por décadas de dedicação, Paulo Roberto consolidou um trabalho voltado especialmente à patinação e ao skatismo, alcançando não apenas Anápolis, mas também Goiânia, Brasília e outras regiões do Centro-Oeste.

Mais do que ensinar manobras ou técnicas esportivas, ele ajudou a formar uma cultura. Seu trabalho abriu portas para crianças, jovens e adultos, oferecendo disciplina, convivência, oportunidade e pertencimento por meio do esporte.

À frente do Galpão Skate Park, Paulo Roberto descobriu talentos, formou atletas, incentivou competições, promoveu encontros e ajudou a transformar o skate e a patinação em caminhos de expressão, inclusão e desenvolvimento pessoal.

Sua atuação sempre foi marcada pelo olhar atento aos jovens e pela crença de que o esporte pode mudar trajetórias, afastar pessoas da ociosidade e revelar potenciais muitas vezes escondidos.
Além da criação e consolidação do Galpão Skate Park, Paulinho também teve participação importante na história da pista de skate do Parque Ambiental JK, em Anápolis, contribuindo para sua criação e atuando por longos anos em sua direção e coordenação.

Sua presença nesse espaço foi fundamental para fortalecer a prática do skate e da patinação na cidade, organizar atividades, orientar atletas e aproximar a juventude de um ambiente esportivo saudável e formativo.

Superação

Mesmo após enfrentar graves problemas de saúde e um processo de recuperação delicado, Paulo Roberto segue como símbolo de resistência, coragem e amor pelo que construiu.

Hoje, ainda em recuperação e lutando para voltar a andar, ele permanece ligado à história viva do esporte em Anápolis.

Sua trajetória inspira não apenas pela contribuição ao skate e à patinação, mas também pela força humana de quem quase perdeu a vida e continua determinado a se reerguer.

O legado de Paulo Roberto Ribeiro Coutinho ultrapassa as pistas. Ele representa a persistência de quem acreditou em Anápolis, investiu na cidade, formou pessoas e ajudou a escrever uma parte importante da história dos esportes urbanos na região. Seu nome permanece associado à superação, ao empreendedorismo esportivo e à formação de talentos que carregam, até hoje, a marca de sua dedicação.

A Revista Planeta Água acompanhará a confirmação da data, horários e programação oficial da feira itinerante no Galpão Skate Park.

A expectativa é de que o encontro marque mais um capítulo importante na retomada da cultura urbana em Anápolis, celebrando a diversidade, a juventude e a força criativa da comunidade local.

Por Odilon Alves
Redaçao Revista Planeta Água

 

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Pista do GSP foi a base da história do skate em Anápolis
Professor Paulinho promoveu também eventos do esporte em diversas cidades do interior de Goiás
Professor Paulinho com atletas e familiares recebendo o apoio do empresário Kim Abrahão
Graças também ao trabalho do Professor Paulinho foi implantada uma pista de skate no Parque Ambiental JK
Professor e empreendedor Paulo Roberto Ribeiro Coutinho
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    Odilon Alves

    Odilon Alves Rosa, jornalista, advogado, radialista e economista começou a atuar na área de comunicação nas rádios Cultura e Santana de Anápolis, como redator, na década de 1970. Depois foi locutor na Rádio Carajá, período em que foi também repórter e redator do jornal Folha de Goyaz. Em 1979, assumiu a redação da Rádio Imprensa de Anápolis. Lá, como produtor, repórter, redator e apresentador, foi destaque nos programas Fatonotícia, Sua Opinião é um Sucesso e Circuito Fechado. Na Rádio São Francisco, outra emissora da cidade, atuou como repórter e apresentador do programa Som Contemporâneo e, na Rádio Manchester, criou e apresentou o programa O que faz o Vereador. Foi assessor de imprensa na Câmara Municipal de Anápolis e na LBA - Legião Brasileira de Assistência, em Goiânia, locutor na Rádio Interativa e editor da Revista Impacto, em Cuiabá (MT) de onde retornou em meados da década de 80, para assumir a direção da sucursal do Diário da Manhã em Anápolis (GO) e novamente a assessoria de imprensa da Câmara Municipal. Dirigiu a sucursal anapolina do jornal Top News por dois anos. É diretor-geral da Revista Planeta Água (site e revista digital), diretor de Comunicação da Associação Comercial e Industrial de Anápolis e membro titular do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento.

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