NEGÓCIOS da Era Bolsonariana

Facilidade para posse de armas não impactará nas ações da Taurus, afirmam analistas

Os papéis da principal fabricante de armas do Brasil encerram o dia a R$ 6,45. Durante a manhã, as ações da companhia chegaram a valorizar 10%, cotadas a R$ 9,20.

Armas da Taurus, a maior fabricante brasileira, são exportas em feira de armamentos nos EUA, seu principal mercado (Crédito: Whitney Curtis/Getty Images/AFP )

Facilidade para posse de armas não impactará nas ações da Taurus, afirmam analistas

As ações da fabricante de armas Taurus caíram mais de 20% após o decreto que facilita o porte de armas, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), na manhã desta terça-feira (15).

Os papéis da principal fabricante de armas do Brasil encerram o dia a R$ 6,45. Durante a manhã, as ações da companhia chegaram a valorizar 10%, cotadas a R$ 9,20.

Para analistas do mercado financeiro, os papéis da Taurus não sofrerão grande impacto com a expectativa de crescimento do comércio de armas
no Brasil.

O CEO da Suno Research, Tiago Reis, afirma que o decreto traz alguma volatilidade para a empresa, mas não o suficiente para tornar interessante a compra de ações.

“Em teoria. o decreto é levemente positivo. Mas o quadro da empresa é tão desafiador, um balanço tão frágil, e provavelmente o impacto em vendas será tão pequeno, que as ações já mostram fraqueza.”

De acordo com Glauco Legat, analista da Necton, até setembro do ano passado, a Taurus acumulava dívida de R$ 901,9 milhões.

Além deste passivo, a entrada de outras fabricantes de arma no País também torna arriscado o investimento na empresa.

“É uma possibilidade diante do viés liberal do novo governo”, diz. “Não recomendo a ação para o investidor que visa o longo prazo.”

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