Energia fotovoltaica cresce em Goiás. Anápolis tem boa projeção

Muita gente ainda vai ouvir falar sobre Geração Distribuída.

Esta nova modalidade inserida na matriz energética brasileira, cada vez mais, conquista o seu espaço em relação a fontes tradicionais de produção de energia elétrica, como a hídrica.

O Instituto Mauro Borges (IMB), ligado à Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento, divulgou, recentemente, um estudo amplo sobre o assunto, com o seguinte título:

“Energias renováveis: análise da geração solar fotovoltaica no Brasil e em Goiás”.

Por meio deste estudo – que pode ser acessado no site do instituto (www.imb.go.gov.br) – é possível ter uma dimensão do quanto essa questão é importante e porque ela está na ordem do dia.

De acordo com o IMB, as chamadas gerações distribuídas podem ser definidas como a geração de energia elétrica próxima ao local de consumo, ou, no próprio estabelecimento consumidor. A GD é disciplinada pelo Decreto lei nº 5.163/2004 e por resoluções do órgão regulador, no caso, a Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL, que estabelecem as condições gerais para a microgeração e minigeração, além do sistema de compensação de energia elétrica (net metering), em uso em diversos países.

Na Geração Distribuída o sistema fotovoltaico, que converte a luz solar em energia elétrica, tem um crescimento bastante acelerado no País e, em especial, no Estado de Goiás, que criou o Programa Goiás Solar, com o objetivo de fomentar o uso de energia solar fotovoltaica em todas as regiões, tanto em áreas urbanas como rurais, aumentando a participação dessa modalidade na matriz energética do Estado.

O programa tem foco em pontos estratégicos, como tributação (incentivos fiscais); financiamento; desburocratização e infraestrutura; desenvolvimento da cadeia produtiva, educação e comunicação, e, alinhamento entre política de estado e municípios.

Conforme o estudo do IMB, o Brasil, até outubro de 2017, contava com 438,3 MW de potência instalada de geração solar, o que corresponde a 15,7 mil instalações. Dados da ANEEL, contidos na publicação do IMB, apresentam um ranking da potência instalada da fonte solar fotovoltaica nas unidades da Federação. Neste ranking, Goiás aparece na nona posição, com 15,91 MW.

Na primeira colocação aparece Minas Gerais, com 106,96 MW. O dado é referente a 02 de dezembro de 2018.
O estudo mostra a evolução da GD da fonte solar fotovoltaica em Goiás.

Para se ter uma ideia, em 2014, a potência instalada era de 4 MW; em dezembro de 2017 chegou a 7,2 MW e, em novembro de 2018, a 15,91 MW.

O número de sistemas instalados começou com 21,4 em dezembro de 2014; passou para 1.105 em 2017 e chegou, no final do ano passado, a 1.828.

O IMB litou, ainda, o ranking dos municípios goianos com maior Geração Distribuída pela fonte solar fotovoltaica. Anápolis aparece na quinta posição, atrás de Itumbiara; Jataí, Rio Verde e Goiânia e à frente de Aparecida de Goiânia; Catalão; Morrinhos, Aparecida do Rio Doce e Hidrolândia. No ranking relacionado ao número de unidades consumidoras, Anápolis aparece na sexta posição, atrás de Rio Verde; Itumbiara; Pirenópolis, Goiânia e Palmeiras de Goiás e à frente de Alto Paraíso de Goiás; Aparecida de Goiânia, Catalão e Jataí.

Conclusões
Nas conclusões do estudo, os pesquisadores do IMB apontaram que a energia solar fotovoltaica é considerada uma das maiores geradoras de empregos renováveis no mundo,

“pois gera entre 25 a 30 empregos diretos para cada megawatts (MW) instalado por ano nas áreas de instalação, fabricação, vendas e distribuição, desenvolvimento de projetos, além da arrecadação de impostos estaduais e federais com o desenvolvimento da cadeia produtiva (equipamentos e serviços)”.

Os pesquisadores destacam, ainda, que dentre as energias renováveis, o Brasil ganha espaço na produção de energias primárias modernas, como a biomassa, a eólica e a solar na produção de eletricidade, “contribuindo, positivamente, nos aspectos socioeconômicos e ambientais”.

Potência instalada fotovoltaica no Brasil

1. Minas Gerais – 106,96 MW
2. Rio Grande do Sul – 71,12 MW
3. São Paulo – 57,20 MW
4. Paraná – 28,30 MW
5.Santa Catarina – 26,38 MW
6. Ceará – 20,83 MW
7. Rio de Janeiro – 20,71 MW
8. Mato Grosso – 17,46 MM
9. Goiás – 15,91 MW
10. Pernambuco – 15,87 MW

Potência fotovoltaica instalada em Goiás

1. Goiânia – 3.795,10 KW
2. Rio Verde – 1.701,33 KW
3. Jataí – 765,18 KW
4. Itumbiara – 717,63 KW
5. Anápolis – 704,29 KW
6. Aparecida de Goiânia – 696,82 KW
7. Catalão – 512,5 KW
8. Morrinhos – 471,92
9. Aparecida do Rio Doce – 396,0 KW
10. Hidrolândia – 380,10 KW

Unidades consumidoras em Goiás

1. Palmeiras de Goiás – 481
2. Goiânia – 360
3. Pirenópolis – 152
4. Itumbiara – 99
5. Rio Verde – 74
6. Anápolis – 63
7. Alto Paraíso de Goiás – 42
8. Aparecida de Goiânia – 40
9. Catalão – 40
10. Jataí – 39

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