A intenção do PT

PT e partidos aliados lançam esboço do plano de governo Lula-Alckmin em SP

Projeto original teve alterações ao ser apresentado às seis siglas que apoiam a chapa Lula-Alckmin para eleição presidencial de outubro.

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Lula e Alckmin em evento na capital paulista, nesta terça-feira (21) — Foto: Isaac Fontana/CJPress/Estadão Conteúdo

Principal mudança envolve a reforma trabalhista.

Em evento na manhã

desta terça-feira (21), o PT e partidos aliados devem lançar oficialmente o texto inicial para o plano de governo da chapa Lula-Alckmin para a eleição presidencial de outubro. O encontro teve início pouco antes das 11h, na Fundação Perseu Abramo, região central da capital paulista.

Pré-candidatos à Presidência e vice, nesta ordem, Lula e Geraldo ALckmin (PSB) estão presentes junto de representantes de outros partidos aliados, casos de PCdoB, PV, Rede, Psol e Solidariedade, para apresentar as ideias iniciais para as propostas de um eventual governo.

 

Alckmin falou

sobre a necessidade de retomar o crescimento econômico, mas que aconteça com transferência de renda e sem destruir o meio-ambiente. O ex-tucano criticou eventos recentes promovidos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que esteve em Manaus na última semana para um passeio de moto com apoiadores. “Não se faz um programa de governo democrático em cima de motociata, em jetsky, é ouvindo a população, dialogando”, disse Alckmin.

O ex-governador de São Paulo terminou o discurso com uma defesa da democracia, ao dizer que “nós, as pessoas, passamos. As instituições ficam. Precisamos ter boas instituições”.

Lideranças como Gleisi Hoffmann e Carlos Siqueira, presidentes de PT e PSB, respectivamente, discursaram antes dos pré-candidatos. Também participaram Randolfe Rodrigues (Rede), Paulinho da Força (Solidariedade), Luciana Santos (PCdoB), entre outros.

As diretrizes

para um eventual governo Lula-Alckmin havia sido entregue às legendas parceiras no início deste mês, conforme divulgado pela colunista do g1 Julia Duailibi.

Entre os principais pontos, o texto previa revogar a reforma trabalhista feita no governo de Michel Temer (MDB), se posicionava contrário à privatização da Eletrobrás – que acabou aprovada e teve capital aberto na bolsa de valores de São Paulo na última semana – e criticava a “orientação passiva” na política cambial.

Os partidos solicitaram ajustes no material no intervalo de duas semanas desde que receberam o texto e a apresentação nesta manhã. O ponto mais relevante, como publicou Julia Duailibi, envolve a reforma trabalhista, ponto amenizado nas diretrizes – abandonou a revogação da reforma em si para revogação de “marcos regressivos” na legislação trabalhista.

 

Os partidos

criaram um site para que as pessoas tenham acesso ao documento, debates semanais e espaço para envio de propostas. Segundo o PT, haverá uma equipe de moderadores para coordenar as ideias enviadas, que serão publicadas com a conclusão do plano de governo.

 

Lula e Alckmin estão oficialmente aliados

na campanha presidencial desde o dia 7 de maio, com oficialização da pré-campanha. No evento realizado em São Paulo, Alckmin estava com covid e participou de forma virtual.

Os dois seguem com viagens pelo Brasil como forma de colar a imagem do ex-governador de São Paulo, quadro histórico do PSDB, com a campanha petista. A dupla esteve junta em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

A intenção do PT

é associar a figura de Ackmim com a de Lula para, posteriormente, o ex-tucano dialogar com empresários e eleitorado mais ao centro para trazer apoio à candidatura de Lula para um terceiro mandato – presidiu o Brasil entre 2002 e 2010.

 

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