morte foi planejada por amigos

Jovem foi morta em Goiânia porque amiga queria testar se era psicopata

PCGO elucidou o assassinato de Ariane Bárbara Laureano, de 18 anos. Corpo dela foi encontrado no dia no dia 30/8

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15 de setembro de 2021
Polícia Militar do Estado de Goiás.
22 de setembro de 2021

PCGO elucidou o assassinato de Ariane Bárbara Laureano, de 18 anos. Corpo dela foi encontrado no dia 30/8 e a morte foi planejada por amigos

Goiânia – Para testar se era psicopata e como se comportaria após cometer o assassinato de uma
pessoa, uma amiga e outros dois comparsas planejaram a morte da jovem Ariane Bárbara Laureano de
Oliveira, de apenas 18 anos.

Ela foi dada como desaparecida entre os dias 24/8 e 30/8, quando o
corpo foi encontrado em uma área de mata, no Setor Jaó, em Goiânia.

O delegado Marcos de Oliveira Gomes, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH),
apresentou nesta quarta-feira (15/9) os detalhes sobre a elucidação do caso.

Segundo ele, três
amigos (duas moças e um rapaz) traçaram o plano do homicídio de Ariane e a escolheram
aleatoriamente, com a intenção única de testar o comportamento psíquico de umas das garotas
envolvidas no crime.

Ariane foi atraída por eles, no dia 24/8, ao ser convidada para sair e tomar um lanche. Ela chegou
a enviar uma mensagem de áudio para a mãe, avisando que sairia com as amigas. Pelo tom da fala, ela
aparentava estar alegre e animada para o compromisso, conforme descrição do delegado. A última vez
que a mãe a viu foi às 20h daquele dia, quando ela saiu de casa.

Raíssa Nunes Borges, de 19 anos, Enzo Jacomini Carneiro Matos, que se apresenta como Freya, de 18,
e Jeferson Cavalcante Rodrigues, 22, passaram de carro no Lago das Rosas, no Setor Oeste, onde
combinaram de pegar Ariane. Assim que ela entrou no veículo, deu-se início ao plano que eles haviam
elaborado.

Tudo foi relatado ao delegado, durante interrogatório e confissão do homicídio.

A descoberta
começou com a identificação das amigas que teriam convidado Ariane para sair no dia em que ela
desapareceu e, em seguida, do veículo que teria transportado o corpo da jovem até o local onde ele
foi abandonado

“Estalar de dedos”
Os presos têm entre 18 e 22 anos, sem passagem pela polícia e, de acordo com a investigação,
escolheram até a música que tocaria no carro, na hora do crime.

O combinado era deixar a música rodar, enquanto eles andavam de carro pela cidade, em direção ao
Setor Jaó, e Jeferson daria um sinal para que o assassinato fosse iniciado: um estalar de dedos.

Ele conduzia o veículo, enquanto uma das garotas estava no banco do carona. Atrás, estavam Ariane e
a outra jovem envolvida no crime. Quando o rapaz estalou os dedos, a menina que estava ao lado da
vítima tentou enforcá-la e a deixou desacordada, somente.

Nesse momento, segundo o delegado, a jovem que estava no banco da frente virou-se para trás e deu
uma facada em Ariane – a primeira de três facadas que ela levou.

“Foi um verdadeiro ritual dentro do carro, e tudo combinado na noite anterior. Eles entraram em
contato com a vítima, entraram no veículo com tudo já programado, Ariane entraria, eles iriam
sentido Setor Jaó e, em determinado momento, ele (Jeferson) ligaria uma música específica e
estalaria os dedos para sinalizar o início do homicídio”, conta o delegado.

Escolha pela estatura
Os presos relataram que não havia um motivo para o assassinato de Ariane, além da intenção de
testar o suposto comportamento e psicopatia de uma das envolvidas. Se não fosse ela, segundo o
delegado, teria sido outra vítima. Os três jovens estavam fechados na intenção de praticar o crime.

A escolha de Ariane teria ocorrido de maneira aleatória, devido à baixa estatura dela. Em caso de
possível reação, eles calcularam que seria fácil de controlá-la e matá-la.

“Nenhum demonstrou arrependimento nos dias posteriores ao crime. Só um dos envolvidos, na verdade.
Os outros dizem que deveriam ter feito isso mesmo para terem a certeza. Uma das pessoas presas
queria certificar se era psicopata ou não e, para ter a certeza, deveria matar alguém e saber qual
seria a reação depois”, diz Marcos de Oliveira Gomes.

Resquícios de sangue da jovem foram encontrados e confirmados pela perícia na faca utilizada no
crime e no carro que transportou o corpo dela até o local onde ele foi abandonado.

“Comportamento abjeto”
O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás (PCGO), Alexandre Pinto Lourenço, falou durante a
apresentação dos detalhes da investigação e considerou “abjeto” o comportamento dos jovens que
planejaram a morte de Ariane.

“Por uma brincadeira, na perspectiva de testarem o comportamento de uma das pessoas envolvidas,
levaram à morte de uma inocente, uma pessoa que acreditava estar entre amigos”, diz ele.

O caso, para o delegado, foi emblemático. Além da repercussão que gerou, ele demonstra os cuidados
que os pais devem ter ao acompanhar o desenvolvimento dos filhos. Ele fez um alerta, nesse sentido,
para que os pais fiquem atentos ao comportamento dos jovens.

O corpo de Ariane só foi encontrado no dia 30/8, porque moradores próximos ao local da mata
começaram a sentir o forte odor. Ele foi encontrado em avançado estágio de decomposição e a
identificação se deu pelas digitais da garota

By: Galtiery Rodrigues

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Jeferson Cavalcante Rodrigues de 22 anos, preso por participação no assassinato de Ariane Bárbara Laureano em Goiânia PCGO

Raissa Nunes Borges, 19 anos também presa por participação na morte de Ariane PCGO

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