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Super cães na BR-040:

PRF encontra 3,7 toneladas de “supermaconha” escondidas em caminhão em Goiás

Carga de skunk apreendida em Cristalina é a maior registrada pela Polícia Rodoviária Federal no Brasil em 2026; droga estava escondida entre telhas isotérmicas

Uma fiscalização aparentemente rotineira na BR-040 terminou em uma das maiores ações contra o tráfico de drogas registradas neste ano no país.

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu aproximadamente 3,7 toneladas de skunk, variedade de cannabis popularmente conhecida como “supermaconha”, durante uma abordagem realizada na tarde de sábado, 29 de agosto, em Cristalina, Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

Segundo a PRF, trata-se da maior apreensão de skunk realizada pela instituição no Brasil em 2026.

Uma carga aparentemente comum

O que mais chama atenção é a estratégia utilizada para tentar transportar tamanha quantidade da droga.

O skunk estava escondido em um caminhão que oficialmente transportava telhas isotérmicas, também conhecidas como telhas “sanduíche”.

A abordagem aconteceu por volta das 15h50.

Durante a conversa com os policiais, o motorista apresentou contradições quando questionado sobre a origem, o destino e o material transportado. As inconsistências despertaram a atenção da equipe e fizeram com que a fiscalização fosse aprofundada.

Foi então que entraram em cena quatro integrantes fundamentais da operação.

Kodak, Konan, Pantera e Aurora

O Grupo de Operações com Cães (GOC) da PRF foi acionado.

Os cães farejadores Kodak, Konan, Pantera e Aurora começaram a inspecionar o veículo e indicaram a presença de substâncias ilícitas.

A partir da sinalização dos animais, os policiais passaram a retirar e examinar a carga.

O que apareceu por trás das telhas surpreendeu até pela dimensão: centenas de fardos de skunk prensado estavam escondidos no compartimento do caminhão.

Depois da retirada e pesagem, veio a confirmação: eram aproximadamente 3.700 quilos de droga.

Mais de R$ 110 milhões

Reportagem publicada nesta segunda-feira, 31 de agosto, pelo Mais Goiás informa que a carga foi estimada em mais de R$ 110 milhões. A PRF, em sua nota oficial sobre a ocorrência, não apresentou essa estimativa financeira.

É um número que ajuda a dimensionar o tamanho econômico da operação criminosa.

Não estamos falando de alguns pacotes transportados de maneira improvisada. Uma carga de 3,7 toneladas exige estrutura para produção ou aquisição, armazenamento, transporte, financiamento, distribuição e posterior comercialização.

E justamente por isso a prisão do motorista provavelmente representa apenas o começo da investigação.

Quem colocou a droga no caminhão e para onde ela iria?

O motorista foi preso em flagrante.

Ele, o caminhão e toda a droga apreendida foram encaminhados para a Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), da Polícia Civil do Distrito Federal.

Agora, caberá à investigação descobrir de onde saiu o carregamento, qual seria seu destino e quem são os demais possíveis envolvidos na logística do transporte.

Essas respostas serão fundamentais.

Uma operação capaz de movimentar toneladas de uma droga de alto valor dificilmente termina na pessoa que está ao volante. É necessário identificar financiadores, fornecedores, responsáveis pelos depósitos, veículos, rotas e destinatários — sempre conforme as provas que forem reunidas pela investigação.

Goiás já havia registrado outro grande carregamento

Existe ainda um dado que merece atenção.

Em março de 2026, uma ação conjunta da PRF, Receita Federal e Polícia Civil do Rio Grande do Norte havia apreendido aproximadamente 1,5 tonelada de skunk na BR-060, em Abadia de Goiás.

Naquela ocasião, a droga estava dentro de 49 tonéis lacrados. Segundo as autoridades, o carregamento havia saído de Manaus e teria Brasília como destino informado pelos ocupantes, embora a documentação apresentada trouxesse inconsistências.

Cinco meses depois, surge uma apreensão ainda maior: 3,7 toneladas em Cristalina.

A comparação mostra por que as grandes rodovias que atravessam Goiás continuam estratégicas para as forças de segurança no enfrentamento ao transporte interestadual de drogas.

Um caminhão, quatro cães e uma carga gigantesca

A ocorrência da BR-040 também mostra como detalhes aparentemente pequenos podem mudar completamente uma fiscalização.

Foram as contradições apresentadas durante a abordagem que levaram os policiais a aprofundar a vistoria. Depois, o trabalho especializado dos cães indicou onde procurar.

O resultado estava escondido atrás de uma carga aparentemente legítima.

Quase quatro toneladas de skunk foram retiradas de circulação em uma única abordagem.

Agora começa talvez a etapa mais importante: seguir o caminho da droga para descobrir quem estava por trás de uma carga dessa dimensão.

Porque apreender o caminhão é uma grande vitória.

Descobrir e atingir toda a estrutura criminosa responsável por colocá-lo na estrada pode ser uma vitória ainda maior

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília

 

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Maior Apreensão de Skunk do Brasil
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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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