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O RISO QUE O BRASIL ESQUECEU: O CHORO QUE AGORA ECOA…

Da dor de Benjamim de Oliveira ao grito silencioso surgem os  roteiristas Jaqueline e Absair Weston, O Choro dos Anjos resgata a memória de um país que ainda vira o rosto para seus próprios artistas  e expõe a ferida que nunca cicatrizou.
Há histórias que o tempo tenta apagar.
Mas há memórias que insistem em permanecer  mesmo que em silêncio, mesmo que à margem.
Antes das luzes, antes dos aplausos, antes da arte ser aceita como arte… 
  • houve luta…
  • Houve dor. …
  • Houve resistência…
O Brasil que hoje ri, que hoje consome cultura, que hoje celebra o espetáculo  é o mesmo Brasil que um dia virou o rosto para um menino negro que ousou sonhar dentro de um picadeiro.
Esse menino se tornaria Benjamim de Oliveira.
O riso que ele oferecia ao público escondia cicatrizes profundas.
  • Vaiado,
  • humilhado,
  • tetado…
  • e ainda assim, de pé.
  • Ele não pediu espaço.
  • Ele tomou.
Com talento, com coragem e com uma dignidade que o tempo não conseguiu destruir.

 

  • Décadas se passaram.
  • O mundo mudou.
  • Mas, no fundo… mudou mesmo?
Hoje, em pleno século XXI, um novo palhaço caminha entre nós.
Não sob a lona de um circo cheio  mas sob o peso de uma sociedade que esquece rápido demais.
É nesse eco de passado e presente que surge Absair Weston.
Não como um simples diretor… mas como alguém que escuta o que foi silenciado.
Em O Choro dos Anjos, ele não apenas conta uma história.
  • Ele abre uma ferida.
  • Através do olhar sensível e devastador de seu cinema, nasce o Palhaço Aquarela  interpretado com alma por Liomar Veloso.
  • Um homem que já fez o mundo rir…
  • Mas que hoje luta para não desaparecer.
Aquarela carrega o mesmo peso que Benja carregou.
  • O mesmo abandono.
  • A esma invisibilidade.
A mesma pergunta que nunca foi respondida:
O que acontece com quem dedicou a vida inteira à arte… quando o mundo decide não olhar mais?
  • Essa não é apenas uma homenagem.
  • É um espelho.
  • Um confronto direto entre o Brasil que fomos…
  • E o Brasil que ainda somos.
Porque enquanto houver um artista esquecido…
  • Enquanto houver um talento ignorado…
  • Enquanto houver uma história apagada pela cor da pele ou pelo tempo…
  • O picadeiro nunca estará vazio.
  • Ele estará apenas… em silêncio.
E é esse silêncio que O Choro dos Anjos vem quebrar.
Prepare-se.
Porque essa não é uma história para ser lida 
É uma história para ser sentida.
Por Gildo Ribeiro
Editoria de Cinema Portal 7Minutos

Gildo Ribeiro

Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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