CASO MASTER:
PF aponta R$ 17 BILHÕES do BRB para o MASTER e R$ 12,2 BILHÕES em CRÉDITOS SUPOSTAMENTE FICTÍCIOS
Novo relatório da Polícia Federal amplia a dimensão financeira do Caso Master. Investigadores sustentam que bilhões movimentados pelo BRB envolveram carteiras de crédito sem autenticidade.
Banco afirma que eventuais irregularidades são atribuídas a ex-dirigentes e diz colaborar com as investigações.
O Caso Master ganha um novo capítulo — e os números ajudam a mostrar a dimensão do problema investigado.
Relatório da Polícia Federal aponta que o Banco de Brasília destinou aproximadamente R$ 17 bilhões ao Banco Master por meio da aquisição de carteiras de crédito.
Desse universo, segundo a investigação, cerca de R$ 12,2 bilhões estariam relacionados a créditos considerados sem autenticidade, principalmente Cédulas de Crédito Bancário vinculadas a operações de consignado.
É uma cifra gigantesca.
Mas é importante fazer uma distinção:
- trata-se da conclusão apresentada pela PF em relatório investigativo. A eventual responsabilidade criminal de cada envolvido ainda depende da continuidade das investigações, do contraditório e das decisões judiciais.
MENSAGENS ENTRAM NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO
O relatório não se limita aos números.
A Polícia Federal também recuperou conversas atribuídas a antigos dirigentes do BRB, entre eles Paulo Henrique Costa e Dário Garcia.
Na interpretação dos investigadores, determinadas mensagens indicariam conhecimento das operações e movimentações para acelerar a aquisição das carteiras mesmo diante de questionamentos técnicos.
Esse material digital poderá ser especialmente importante porque permite aos investigadores reconstruir quem sabia o quê, quando soube e quais decisões foram tomadas depois dos alertas internos.
Uma mensagem isolada, porém, não representa automaticamente prova de participação em crime.
O contexto das conversas e sua relação com documentos bancários, decisões administrativas e fluxos financeiros precisam ser confrontados.
OPERAÇÕES TERIAM CONTINUADO
Outro ponto chama a atenção.
Segundo a PF, operações consideradas suspeitas teriam continuado mesmo depois de um termo firmado com o Banco Central em fevereiro de 2025.
Esse aspecto pode ajudar a esclarecer se os mecanismos de controle existentes foram suficientes e quais dirigentes participaram das decisões posteriores.
A investigação deverá responder uma pergunta simples, mas poderosa:
Como bilhões de reais em créditos que a PF agora considera sem autenticidade atravessaram os controles de uma instituição financeira pública?
BRB SE MANIFESTA
O BRB sustenta que eventuais ilícitos investigados estão relacionados a ex-dirigentes que já foram afastados.
A instituição afirma que vem colaborando com as autoridades e adotando medidas de reparação e fortalecimento de sua governança.
Essa manifestação precisa constar da história porque a investigação busca individualizar responsabilidades — e não significa que toda a estrutura atual do banco esteja sendo acusada.
DE R$ 5 BILHÕES PARA R$ 12,2 BILHÕES
A nova documentação também amplia a percepção sobre a dimensão financeira do Caso Master.
Em outra frente da investigação, relatório da PF havia estimado prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões relacionado a carteiras atribuídas à estrutura investigada envolvendo Augusto Lima.
Agora, o novo relatório descreve um universo ainda maior: aproximadamente R$ 17 bilhões movimentados entre BRB e Master, dos quais R$ 12,2 bilhões seriam créditos considerados fictícios pelos investigadores.
Os números não devem ser simplesmente somados, porque podem existir operações ou conjuntos de créditos que se sobreponham nas diferentes frentes investigativas.
Mas eles demonstram a escala alcançada pela apuração.
E ONDE ENTRA “SICÁRIO”?
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, aparece em outra parte importante do enorme quebra-cabeça investigativo relacionado ao grupo de Daniel Vorcaro.
Relatórios já divulgados atribuem a ele atuação na obtenção de informações sigilosas, levantamento de dados e tentativa de retirada de conteúdos da internet.
Entretanto, existe uma cautela essencial:
- não há, até o momento, confirmação pública de que esse novo relatório dos R$ 17 bilhões tenha sido produzido a partir do iCloud de Sicário.
- O material agora revelado sobre BRB e Master não deve ser confundido com a aguardada extração daquela nuvem.
O TAMANHO DO CASO COMEÇA A APARECER
- O Caso Master deixou há muito tempo de ser apenas uma investigação sobre um banco.
- Há operações financeiras bilionárias, mensagens recuperadas, contratos, dirigentes, intermediários, autoridades e uma quantidade gigantesca de provas digitais sendo examinadas.
Agora surge uma cifra que merece atenção especial:
- R$ 17 bilhões em operações.
E, dentro delas, segundo a Polícia Federal:
- R$ 12,2 bilhões em créditos supostamente fictícios.
Se as conclusões da investigação forem confirmadas pelas demais provas e posteriormente pela Justiça, estaremos diante de um dos capítulos financeiros mais graves de toda a apuração.
Por enquanto, a PF segue montando o quebra-cabeça.
E cada documento aberto parece revelar que o Caso Master pode ser muito maior do que inicialmente se imaginava.
Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília
— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) November 22, 2023
Eu estou ouvindo Rádio 7 pelo RadiosNet. #OuvirRadio
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— 7Minutos Notícias (@7minutos_news) December 15, 2025
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