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Ngorongoro, na Tanzânia,

MARÇAL revela onde PODERIA ter FICADO o JARDIM DO ÉDEN

E uma CRATERA NA ÁFRICA reabre um dos MAIORES MISTÉRIOS da HUMANIDADE

Ngorongoro, na Tanzânia, é conhecida como o “Jardim do Éden da África”, concentra milhares de animais e fica numa das regiões mais importantes do planeta para o estudo das origens humanas.

Mas seria possível relacioná-la ao paraíso descrito em Gênesis?

Uma enorme cratera vulcânica no coração da África.

Paredes naturais que cercam uma planície extraordinariamente fértil. Água, vegetação e milhares de animais vivendo em uma das maiores concentrações de vida selvagem do planeta.

E, a poucos quilômetros dali, alguns dos mais importantes vestígios conhecidos da história remota da humanidade.

É nesse cenário quase inacreditável da Tanzânia que surge uma pergunta capaz de atravessar religião, arqueologia, geologia e milhares de anos de tradição:

  • E se o Jardim do Éden estivesse relacionado à África?

A pergunta ganhou uma nova dimensão depois de uma fala de Pablo Marçal sobre a espetacular Cratera de Ngorongoro, no norte da Tanzânia.

Marçal apresenta uma interpretação curiosa de Gênesis:

  • chama atenção para o fato de que o texto bíblico diz que Deus colocou o homem no Jardim do Éden e observa que, depois da expulsão de Adão e Eva, Gênesis relata o bloqueio do acesso ao jardim — não simplesmente sua destruição.

A partir daí surge sua provocação: poderia algum lugar extraordinariamente preservado do planeta guardar características daquele cenário?

  • E os olhos se voltam para Ngorongoro.
  • A hipótese é extraordinária.

Mas o que encontramos quando confrontamos essa ideia com aquilo que realmente sabemos?

NGORONGORO EXISTE — E É AINDA MAIS IMPRESSIONANTE DO QUE PARECE

  • Primeiro, precisamos entender o cenário.
  • Ngorongoro não é uma pequena cratera.

Estamos diante de uma gigantesca caldeira vulcânica, formada quando um enorme vulcão entrou em colapso há milhões de anos.

A região faz parte da Área de Conservação de Ngorongoro, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

A área protegida possui aproximadamente 809 mil hectares e reúne planícies, savanas, florestas, montanhas, sítios arqueológicos e uma biodiversidade extraordinária.

E aqui aparece uma coincidência deliciosa para a investigação:

A própria organização do Ngorongoro Lengai UNESCO Global Geopark apresenta a cratera como:

“Africa’s Garden of Eden” — o Jardim do Éden da África.

  • Não significa que a instituição esteja afirmando que ali existiu o Éden bíblico.
  • É uma comparação turística e ambiental.

Mas explica perfeitamente por que alguém que chega ao local pode fazer imediatamente essa associação.

A cratera abriga mais de 25 mil grandes animais, segundo informações oficiais da região.

  • Leões.
  • Elefantes.
  • Búfalos.
  • Rinocerontes.
  • Hipopótamos.
  • Hienas.
  • Zebras.
  • Gazelas.
  • Gnus.
  • E inúmeras outras espécies.

É como se uma enorme muralha natural tivesse criado um gigantesco anfiteatro para a vida.

MAS A HISTÓRIA FICA MUITO MAIS INTRIGANTE

  • Ngorongoro não está apenas em uma região espetacular do ponto de vista ambiental.
  • Está localizada dentro de uma das áreas mais importantes do mundo para o estudo da evolução humana.
  • Ali encontra-se o famoso Desfiladeiro de Olduvai.

Durante décadas, pesquisas arqueológicas encontraram na região fósseis e ferramentas relacionados aos primeiros hominínios.

A UNESCO registra que as evidências arqueológicas da Área de Conservação de Ngorongoro cobrem uma sequência de quase quatro milhões de anos de evolução humana e interação entre seres humanos e ambiente.

E existe algo ainda mais impressionante.

  • Na região de Laetoli foram encontradas pegadas fossilizadas com cerca de 3,6 milhões de anos, evidência extraordinária de ancestrais humanos caminhando sobre duas pernas.
  • Por isso, Olduvai tornou-se mundialmente conhecido como um dos grandes cenários para compreender as origens da humanidade.

AQUI NASCE A PERGUNTA QUE MARÇAL COLOCOU SOBRE A MESA

Imagine a sequência:

  • Uma região africana extraordinariamente fértil.
  • Uma gigantesca formação natural isolada.
  • Uma concentração excepcional de animais.
  • Água abundante.
  • Uma paisagem que ganhou o apelido de “Jardim do Éden da África”.

E, praticamente ao lado, alguns dos registros mais importantes já encontrados sobre os ancestrais da humanidade.

É compreensível que alguém olhe para tudo isso e pergunte:

  • seria apenas coincidência?
  • Como investigação jornalística, porém, precisamos dar o próximo passo.
  • E é justamente aí que aparece o maior problema para a hipótese.

OS QUATRO RIOS DE GÊNESIS

  • O texto bíblico oferece pistas geográficas bastante específicas.
  • Gênesis 2 descreve um rio que saía do Éden e depois se dividia em quatro cursos:
  • Pisom, Giom, Tigre e Eufrates.

Dois nomes chamam imediatamente a atenção.

Tigre e Eufrates são rios históricos associados à Mesopotâmia.

Eles atravessam uma região completamente diferente da Tanzânia.

Os outros dois — Pisom e Giom — continuam sendo motivo de debates e diferentes interpretações.

É justamente por isso que pesquisadores e estudiosos discutem há séculos onde o autor de Gênesis imaginava o Éden.

Entre as hipóteses históricas aparecem a Mesopotâmia, proximidades do Golfo Pérsico e regiões próximas às cabeceiras do Tigre e do Eufrates.

Até hoje, entretanto, não existe consenso capaz de colocar um ponto exato no mapa.

 

E A ÁFRICA?

Aqui aparece uma passagem especialmente interessante.

Um dos rios mencionados em Gênesis é o Giom, descrito como aquele que circundava a terra de Cuxe.

E Cuxe possui uma histórica associação bíblica com regiões africanas, especialmente áreas relacionadas à Núbia, Sudão e Etiópia.

  • Isso levou algumas tradições a tentar relacionar o Giom ao Nilo.
  • Mas existe um enorme obstáculo geográfico.
  • O Nilo não forma um único sistema hidrográfico com Tigre e Eufrates.

Por isso, estudiosos alertam que transformar essa associação numa localização precisa do Éden exige especulação.

 

NGORONGORO TAMBÉM TEM UM PASSADO VULCÂNICO COLOSSAL

  • Existe ainda outro capítulo espetacular nessa história.
  • O cenário que vemos atualmente não existiu sempre daquela maneira.
  • Ngorongoro é consequência do colapso de um enorme sistema vulcânico.
  • E a região próxima de Olduvai passou por sucessivas transformações geológicas.

Durante milhões de anos existiu ali um lago, enquanto grandes erupções vulcânicas depositavam cinzas e materiais sobre a paisagem.

Muito posteriormente, movimentos tectônicos relacionados ao Rift da África Oriental ajudaram a produzir o desfiladeiro que hoje permite aos cientistas observar sucessivas camadas do passado.

É justamente essa combinação de vulcanismo, sedimentação e erosão que transformou a região em uma extraordinária biblioteca geológica da história humana.

 

ENTÃO MARÇAL DESCOBRIU O JARDIM DO ÉDEN?

  • Não podemos dizer isso.

Não existe atualmente evidência arqueológica, geológica ou histórica aceita que identifique a Cratera de Ngorongoro como o Jardim do Éden descrito em Gênesis.

Também não existe correspondência conhecida entre o sistema hidrográfico da Tanzânia e os quatro rios apresentados pelo texto bíblico.

Portanto, transformar Ngorongoro em localização comprovada do Éden seria ultrapassar aquilo que as evidências permitem afirmar.

Mas isso não torna a provocação de Marçal desinteressante.

  • Muito pelo contrário.
  • Ela abre uma discussão fascinante.

O DETALHE MAIS CURIOSO DA FALA

  • Existe uma observação textual que merece atenção.
  • Gênesis relata que Deus plantou um jardim e colocou ali o homem.
  • Depois da queda, Adão e Eva são expulsos e querubins passam a guardar o caminho para a árvore da vida.

O texto não apresenta simplesmente uma frase dizendo:

O Jardim do Éden foi destruído.

Essa diferença permite diversas interpretações teológicas sobre o destino posterior do jardim.

Isso, entretanto, é uma questão de interpretação religiosa — não uma coordenada geográfica capaz de nos levar à Tanzânia.

ENTRE A BÍBLIA E A CIÊNCIA EXISTE UM MISTÉRIO QUE CONTINUA ABERTO

  • Talvez seja justamente aí que esta história fique ainda melhor.
  • A ciência olha para Ngorongoro e encontra um gigantesco laboratório natural.
  • A arqueologia olha para Olduvai e Laetoli e encontra capítulos fundamentais da história dos ancestrais humanos.
  • A Bíblia apresenta uma narrativa sobre o primeiro jardim da humanidade.

E Pablo Marçal olha para aquela extraordinária paisagem africana e lança uma provocação:

E se fosse aqui?

Não temos evidências para responder sim.

Mas temos informações suficientes para compreender por que Ngorongoro desperta essa sensação.

O VEREDITO DO 7MINUTOS

Depois de confrontarmos a hipótese com fontes geográficas, arqueológicas e bíblicas, chegamos a três conclusões.

Primeira: Ngorongoro é realmente um dos ambientes naturais mais extraordinários do planeta e é chamado de “Jardim do Éden da África” pela própria divulgação oficial da região.

Segunda: a proximidade de Olduvai e Laetoli coloca essa parte da Tanzânia no centro científico das pesquisas sobre etapas muito antigas da evolução humana.

Terceira: nenhuma dessas duas coisas demonstra que ali tenha existido o Jardim do Éden bíblico.

A identificação feita a partir da fala de Marçal permanece, portanto, no terreno da hipótese e da interpretação.

E talvez seja exatamente isso que torne o assunto tão irresistível.

Porque milhares de anos depois de Gênesis ter sido escrito, o endereço do jardim mais famoso da história continua desconhecido.

  • Mesopotâmia?
  • Golfo Pérsico?
  • Alguma geografia perdida?
  • Uma descrição essencialmente teológica?
  • Ou uma paisagem completamente diferente daquela que imaginamos?

Ngorongoro não resolveu o mistério.

Mas Pablo Marçal conseguiu fazer algo interessante:

  • colocou novamente uma das perguntas mais antigas da humanidade sobre a mesa.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR

Se o Jardim do Éden foi um lugar físico e o texto de Gênesis não diz simplesmente que ele foi destruído, será que ainda existe na Terra algum vestígio de sua localização original?

  • Até hoje, ciência, arqueologia e teologia não encontraram uma resposta definitiva.
  • E talvez o verdadeiro mistério esteja justamente aí.

Explore a Cratera de Ngorongoro , Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das maiores caldeiras vulcânicas intactas do mundo.

Esta maravilha natural abrange aproximadamente 260 quilômetros quadrados e abriga uma extraordinária concentração de vida selvagem , incluindo leões, elefantes, rinocerontes, zebras, gnus e mais de 500 espécies de aves .

O ecossistema único da cratera proporciona experiências de safári incomparáveis , tendo como pano de fundo paisagens deslumbrantes, paredes da cratera e planícies verdejantes.

Os visitantes podem desfrutar de passeios guiados para observação da vida selvagem, fotografia e encontros culturais com o povo Maasai , que vive ao redor da cratera.

Por Gildo Ribeiro
Redação Portal 7Minutos — Brasília

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  • Gildo Ribeiro

    Gildo Ribeiro é editor do Grupo 7 de Comunicação, liderado pelo Portal 7 Minutos, uma plataforma de notícias online.

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